terça-feira, 14 de agosto de 2018

Auto Blindado 1,25 ton. M1151A1 W/B1 D 4x4 m/2009

Quantidade: 17 (dezassete).
Utilizador: Exército Português.
Comissões: Afeganistão (2010-2018); República Centro-Africana (2017-2020); Lituânia (2021).
Entrada ao serviço: 2009.
Data de abate: activo.

DADOS TÉCNICOS
Construtor: AM General/Estados Unidos da América.
Tripulação: 4 (chefe de carro, condutor e dois elementos).
Motor: 1x GEP V8, a gasóleo, com 193 hp de potência às 3.400 rotações.
Dimensões: comprimento 4,93 metros; largura 2,21 metros; altura 1,99 metros; distância ao solo 0,44 metros.
Blindagem: A-Kit.
Peso: vazio 4.672 kg; bruto 5.488 kg.
Transmissão: caixa automática de 4 velocidades.
Suspensão: independente dupla com amortecedores hidraulicos. 
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 105/60/40 km/h; obstáculo vertical 0,60 metros; vala máxima x,xx metros; vau máximo 0,76 metros;  rampa máxima 40%; inclinação lateral máxima 30%.
Autonomia: 402 km com capacidade de depósito de 95 litros.
Armamento: 1x metralhadora Browning M2HB de 12,7 mm com 500 munições ou 1x metralhadora MG3 de 7,62 mm com xxx munições.
Outros equipamentos: 1x posto de rádio PRC-525; 1x guincho frontal com capacidade de 4.100 kg.
 
DESENVOLVIMENTO
O HMMWV é uma viatura táctica ligeira blindada de transporte de pessoal que visa garantir a mobilidade táctica , conferindo fléxibilidade e protecção blindada às forças ligeiras, conferindo-lhes facilidade de projecção e dos seus equipamentos orgânicos principais.
Possui blindagem na parte inferior da viatura, assim como nos amortecedores e vidros à prova de bala 7,62 mmx51 mm. Para além deste modulo de blindagem permanente tem a capacidade de aceitar placas suplementares de metal. Existe a possibilidade de adicionar pacotes B Kit que oferecem protecção adicional que incluem blindagem perimetral, blindagem superior e anteparo balistico traseiro. Podem também ser instalados kits Frag.
Estas viaturas suportam um impacto de um disparo directo de uma munição de 7,62 mm (Protecção nivel 3 da norma STANAG), estilhaços de rebentamentos e minas de até 5,5 kg de TNT imediatamente por debaixo das rodas. Na eventualidade de sofrerem uma perda de pressão ou serem atingidos, a vistura está equipada com pneus "run-flat" que possibilitam a continuidade do deslocamento por mais 40 km. É uma viatura apta a ser aerotransportada, içada por helicóptero ou mesmo lançada de paraquedas a baixa altitude.
  
 
PERCURSO EM PORTUGAL
Prestam serviço no Regimento de Comandos da Brigada de Reacção Rápida (BRR), no Destacamento da NATO/OTAN no Afeganistão (ISAF) e na Republica Centro Africana. 
Das dezassete viaturas, uma foi convertida em auto-maca, em 2010 pela empresa Emergeência 2000, S.A. por 13.000 € e outra em pronto-socorro.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América cedeu, temporariamente, vinte e três M1151A1 às Forças Portuguesas, destacadas no Afeganistão.
Em 2021, o Exercito Português cedeu, por empréstimo, oito viaturas ao Corpo de Fuzileiros Navais, por força do seu destacamento para a Lituânia.
O Comando da Logística (CmdLog) assegurou, no dia 13 de novembro de 2025,  o fornecimento de quatro viaturas AUTO TG 1,25 TON HMMWV ao Grupo de Polícia do Exército (GPE).
As viaturas foram previamente submetidas a manutenção e testes de qualidade nas instalações da Base Logística do Exército, garantindo a sua plena operacionalidade e reintegração no Canal Normal de Reabastecimento.
A receção destas viaturas ao Regimento de Lanceiros N.º 2 (RL2) permite ao GPE iniciar o treino em viaturas blindadas, preparando a unidade para o futuro Projeto da Capacidade de Polícia do Exército previsto na Lei de Programação Militar.
Com este fornecimento, o RL2 vê reforçada a sua capacidade de mobilidade, elevando a eficiência e a prontidão no cumprimento das suas missões, enquanto o Comando da Logística reafirma o seu compromisso contínuo em assegurar o apoio indispensável às Forças Terrestres.
O Regimento de Guarnição N.º 3 recebeu, a 22 de Março de 2026, a primeira Viatura Tática Ligeira Blindada HMMWV, destinada a equipar a 1.ª Companhia de Atiradores do Batalhão de Infantaria que integrará o European Union Battlegroup 26-2/27-1. A viatura foi projetada pelo Comando da Logística para a Zona Militar da Madeira a bordo de uma aeronave KC-390 da Força Aérea Portuguesa. 
A 7 de Maio de 2026, foi emitido um despacho que autoriza o Exército a fazer melhoramnetos à sua frota de HMMWV.  

MATRICULAS
MX-43-65 - o/c xxxx - wfu xxxx - para RegCom.
MX-43-68 - o/c xxxx - wfu xxxx - para RegCom.
MX-43-70 - o/c xxxx - wfu xxxx - para RegCom.
MX-43-73 - o/c xxxx - wfu xxxx - para RegCom.
 
VERSÕES 
Auto TG 1,25 ton. M1151A1 W/B1 D 4x4 m/2009.
Auto 1,25 ton. M1151A1 W/B2 D 4x4 m/2010 ambulância.
Auto TG 1,25 ton. M1152A1 W/B2 D 4x4 m/2009 c/caixa comunicações (SIC-T).
 
ENTREGAS
2008 - 17 viaturas.
 
ESQUEMA DE PINTURA
O casco, pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco.

MODELISMO
https://www.scalemates.com/search-solr.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=M1151

FONTE
MONTEIRO, Pedro Manuel, "Exército Português - Mission & Manoeuvres 7022", Tankograd Publishing, 2011.
 

M1151A1
M1152A1

Auto Blindado 3 ton. Daimler Mk. IIIA/B 4x4 m/1963

Quantidade: 200 (duzentas).
Utilizador: Exército Português.
Comissões: Angola (1964-1974); Guiné (1964-1974); Moçambique (1964-1974).
Entrada ao serviço: 1963.
Data de abate: 1975.

DADOS TÉCNICOS
Construtor: Daimler/Reino Unido.
Guarnição: 2 (chefe de carro e condutor).
Motor: 1x Daimler O.H.V., a gasolina, com 55 hp de potência às 4.200 rotações.
Dimensões: comprimento 2,23 metros; largura 1,75 metros; altura 1,50 metros (s/torre) 2,00 metros (c/torre); distância ao solo 0,20 metros.
Blindagem: 8 a 16 mm de aço.
Peso: vazio 2.642 kg; bruto 3.200 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 96/72/40 km/h; obstáculo vertical 0,40 metros; vala máxima 1,22 metros; vau máximo 0,61 metros; declive máximo 46º; inclinação lateral máxima 20º.
Autonomia: 322 km com capacidade de depósito de 100 litros.
Armamento: 1x metralhadora Dreyse MG13 de 7,92 mm com 1.200 cartuchos e 12 granadas de mão defensivas.
Outros Equipamentos: sem rádio ou intercomunicação.

DESENVOLVIMENTO
Quando o Exercito Britânico organizava as suas primeiras divisões de blindados nos finais dos anos 30, foi feito um pedido para uma viatura batedora, com objectivos de reconhecimento. O resultado foi o Daimler Scout Car. Entrou em produção no período imediatamente anterior à Segunda Guerra Mundial, ainda se produzia no final da guerra e mostrar-se-ia uma das viaturas de reconhecimento de maior êxito usada por qualquer exercito na guerra. O seu aspecto apagado e excelente mobilidade compensavam a falta de blindagem e armamento, deficiências que não são necessariamente fatais para uma viatura que se desloca com rapidez no campo de batalha e não se envolve em combate directo com blindagem inimiga. O tejadilho articulado foi removido nos modelos posteriores, porque raramente era usado e a protecção conferida era mínima.

PERCURSO EM PORTUGAL
Face às características dos teatros de operações no Ultramar, conclui-se que a utilização dos carros de combate era inviável. Esta viatura britânica, conhecida por "Daimler Dingo", apesar de obsoleta, foi adquirida por ser de pequenas dimensões e o seu emprego adequava-se às operações desenvolvidas no Ultramare garantia alguma protecção contra armas ligeiras devido à sua blindagem lateral, na versão de origem, não sendo fechadas por cima (Daimler Mk. IIIA). Em algumas, foi acoplada uma torre fixa, que permitiu a colocação de uma metralhadora ligeira, passando a haver protecção superior (Daimler Mk. IIIB).
Foi adquirido por Portugal, em 1963, para acção na Guerra Colonial, sem a torre original, tendo depois sido projectada e construída nas Oficinas Gerais de Material do Exército, uma blindagem adicional, em forma de torre, para aumentar a protecção do pessoal. Esta cobertura blindada possuía orifícios para disparos de armas ligeiras, amovíveis e não possuía metralhadoras pesadas.
O armamento utilizado era essencialmente composto pelas metralhadoras Dreyse de 7,92 mm, Madsen, FN e HK G3 de 7,62 mm. Há registos de, a partir de 1971, muitas Dreyse terem sido substituídas, em algumas viaturas, pela metralhadora HK21 de 7,62 mm.
Esta viatura equipou diversos Pelotões de Reconhecimento em Angola (20 viaturas em 2 Pelotões), Moçambique (29 viaturas em 6 Pelotões) e Guiné (108 viaturas em 11 Pelotões), cujos Regimentos de Mobilização foram os Regimentos de Cavalaria nº 6 e 7.
O Museu Militar de Elvas possui um exemplar (MME50053), no seu acervo.

MATRICULAS
ME-00-89 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
MG-04-76 - o/c 1963 - wfu 1975 - para Museu Militar de Elvas.
ME-78-04 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-12 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-23 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-29 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-32 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata. 
ME-79-47 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-53 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-59 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-79 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-91 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-93 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-79-97 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-90-84 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-90-89 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-90-90 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-90-93 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-90-94 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
ME-90-99 - o/c 1963 - wfu 1975 - para sucata.
 
ENTREGAS
(em construção)

ESQUEMA DE PINTURA
O casco, pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco.

MODELISMO
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=Daimler+Scout+Car
 
FONTES 
COUTINHO, Pereira - Exército Português - Auto-Metralhadoras (2ª Parte) - Revista da Cavalaria - Agosto de 2012.
MAIA, Salgueiro - Anotações para a história dos blindados em Portugal - (4) - Jornal do Exército - Julho 1982.
Arquivo de Defesa Nacional.

Daimler Mk.IIIB

Daimler Mk.IIIB

Viatura Blindada de Transporte de Pessoal 10 ton. Condor D 4x4 m/1981

Quantidade: 12 (doze).
Utilizador: Força Aérea Portuguesa.
Comissões: Bósnia-Herzegovina (xxxx-xxxx); Kosovo (xxxx-xxxx).
Entrada ao serviço: 1981.
Data de abate: activo.
DADOS TÉCNICOS
Construtor: Rheinmetall Landsysteme GmbH/Alemanha. 
Guarnição: 2+10 (chefe de carro, condutor e dez elementos). 
Motor: 1x Daimler-Benz OM906LA, a gasóleo, com 279 hp de potência às 2.300 rotações.
Dimensões: comprimento 6,13 metros; largura 2,47 metros; altura 2,18 metros; distância ao solo 0,48 metros.
Blindagem: de 6 a 18 mm de aço.
Peso: vazio 9.200 kg; bruto 12.400 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 100/60/40 km/h; obstáculo vertical 0,55 metros; vala máxima x,xx metros; vau máximo anfíbio; declive máximo 60 %; inclinação lateral máximo 30 %.
Autonomia: 900 km com capacidade de depósito de 280 litros.
Armamento: 1x metralhadora Browning M2HB de 12,7 mm com 1.000 munições; 1x metralhadora MG3 de 7,62 mm com 500 munições; 2x6 lançadores de granadas de fumo.
Outros Equipamentos: diversos modelos de rádios, dependendo das missões.

DESENVOLVIMENTO

A viatura Condor foi desenvolvida por iniciativa privada, com o protótipo pronto em 1978, sendo utilizadas peças automóveis comerciais para baixar o custo de manutenção e longevidade da viatura.
A maior encomenda foi feita pela Malásia, em 1981 e consistiu em 459 viaturas incluindo ambulância, viatura blindada transporte pessoal com duas metralhadoras de 7,62 mm, recuperação, posto de comando e viatura blindada transporte pessoal com torre unipessoal FVT900 armada com uma peça de 20 mm, metralhadora coaxial de 7,62 mm e lança granadas de fumo.
O condutor fica na frente à esquerda, com o motor à direita e compartimento da tripulação na parte traseira da viatura. 
É anfíbio, propulsionado por hélice instalada por baixo do casco. Equipamento opcional inclui aquecimento e guincho com 50 metros de cabo e pode ser montado na frente ou traseira da viatura.
 
ASPECTOS À OBSERVAÇÃO
- casco tipo caixa com condutor à frente do lado esquerdo com janelas na frente e lados.
- a frente inclinada para baixo e para cima até ao tejadilho horizontal.
- as quatro esquinas do casco angulosas.
- duas rodas largas de cada lado do casco com portas laterais e outra porta na traseira.
- os lados do cascos têm ângulos positivos e negativos com guarda lamas de metal. 

PERCURSO EM PORTUGAL
Prestam serviço no Corpo da Policia Aérea, que as distribuiu pelas Bases Aéreas.
 
MATRICULAS
AM-58-40 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-41 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-42 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-43 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-44 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-45 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-46 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-47 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-48 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-49 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-50 - o/c 1981 - wfu xxxx -
AM-58-51 - o/c 1981 - wfu xxxx -
 
ENTREGAS
1981 - 04 viaturas.
 
ESQUEMA DE PINTURA
Inicialmente, o casco foi camuflado a três tons (verde escuro, verde e castanho), posterioemente foi pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco. 
Na frente, a matricula está pintada, a meio da chapa, com letras brancas em fundo preto, disposta da seguinte forma: AM-58-51. Do lado esquerdo desta, encontra-se um distingo redondo, amarelo, com as letras pretas, assinalando a base aérea a que pertence p ex. BA5.
Na traseira, matricula está pintada, a meio da chapa , com letras brancas em fundo preto, disposta da seguinte forma: AM, por cima, centrado com 58-51, que fica por baixo.
Alguns veículos  apresentam o escudo de armas da Força Aérea Portuguesa, nas portas laterais, em ambos os lados.

MODELISMO
Este modelo não está, actualmente, disponível no mercado.
 
FONTES
FOSS, Christopher - Jane's Tanks and Combat Vehicles Recognition Guide - Harper Collins - 2002.
 
 
Thyssen Condor
Thyssen Condor
Thyssen Condor
  
 

Auto Blindado Reconhecimento Ferret D 4x4 m/1979

Quantidade: 32 (trinta e dois).
Utilizador: Exército e Força Aérea.
Comissões: n/a.
Entrada ao serviço: 1979.
Data de abate: 1999 (EP) e 1996 (FAP).
 

DADOS TÉCNICOS
Construtor: Daimler/Reino Unido.
Guarnição: 2 (chefe de carro e condutor).
Motor: 1x Rolls-Royce B60 Mk.6A, a gasolina, com 120 hp de potência às 3.750 rotações.
Dimensões: comprimento 3,83 metros; largura 1,90 metros; altura 1,88 metros; distância ao solo 0,33 metros.
Blindagem: 8 a 16 mm de aço.
Peso: vazio 3.683 kg; bruto 4.394 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 72/55/40 km/h; obstáculo vertical 0,40 metros; vau máximo 0,91 metros; vala máxima 1,22 metros; declive máximo 46%; inclinação lateral máxima 30%.
Autonomia: 360 km com capacidade de depósito de 96 litros.
Armamento: 1x metralhadora Browning M1919A4 de 7,62 mm com 2.500 munições; 2x3 lança-granadas fumo nº 80; 1x pistola metralhadora FBP de 9mm m/1947 com 90 munições; 6x granadas de mão defensivas.
Outros equipamentos: 1x E/R IRET PRC-39 6x.

DESENVOLVIMENTO
Na sequência de um pedido britânico, em 1946, de um carro de reconhecimento, o primeiro protótipo do Ferret foi construído pela Daimler, em 1949. A partir dai, o Ferret permaneceu em construção até 1971, altura em que 4.500 viaturas tinham sido construídas e distribuídas por mais de 30 países.
A versão Mk. 1 estava armada, simplesmente, com uma metralhadora montada numa torre aberta, por cima. Na versão Mk. 5, tinha uma torre e capacidade para suportar o míssil anticarro Swigfire.
A viatura tem o condutor na frente e o chefe de carro na torre. A torre tem rotação de 360º, acionada manualmente, a metralhadora tem elevação manual de -15º a + 45º, idêntica à usada no Alvis Saracen 6x6. Um pneu suplente é transportado no lado esquerdo do casco com a saída de emergência no lado oposto.
Frequentemente transportava vigas metálicas, à frente do casco, para facilitar movimentações sobre valas e terrenos arenosos.

PERCURSO EM PORTUGAL 
 
EXÉRCITO PORTUGUÊS
 
Estas viaturas vieram para Portugal ao abrigo do apoio NATO, eram excedentes do Exército Britânico, já obsoletas, a bordo do navio L3004 RFA Sir Bedivere". Estes veículos blindados foram entregues numa cerimônia para o Exército, no Regimento de Cavalaria de Estremoz, em 22 de janeiro de 1980, (9 anos após o fim da sua produção juntamente com os Saladin e equiparam os Esquadrões de Reconhecimento dos Regimentos de Cavalaria n.º 3 e n.º 6 e na Escola Prática de Cavalaria. Foram substituidas pelas viaturas Panhard VBL M11.
 
FORÇA AÉREA PORTUGUESA
 
Prestaram serviço no Corpo da Policia Aérea, sendo distribuídas pelas Bases Aéreas.

MATRICULAS
MX-84-39 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-41 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-49 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-50 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-54 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-55 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-56 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-58 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-60 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-61 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-62 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-63 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MX-84-38 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
AM-58-00 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
AM-58-06 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
AM-58-07 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
AM-58-08 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
AM-58-09 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
AM-58-13 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
AM-58-36 - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
 
ENTREGAS
(em construção)
 
ESQUEMA DE PINTURA
Exercito Português: O casco, pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco.
O esquema utilizado no Regimento de Cavalaria de Estremoz (RC3) que consistia em duas cores: uma verde-escura e outra vermelho cor-de-tijolo. A matrícula, na frente, com letras brancas sobre fundo preto acima do periscópio do condutor e atrás na chapa traseira.
Força Aérea Portuguesa: 

MODELISMO
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=ferret#
 
FONTES
COUTINHO, Pereira - Exército Português - Auto-Metralhadoras (2ª Parte) - Revista da Cavalaria - Maio - Agosto de 2002.
MAIA, Salgueiro - Anotações para a história dos blindados em Portugal - (4) - Jornal do Exército - Julho 1982.
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Março/Abril 1989. 
Manual da Ferret Mk.1/Mk.2 de 1957.
 
 
Daimler "Ferret"

Daimler "Ferret"

Pontes Logisticas do Exército Português

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