domingo, 8 de agosto de 2021

Auto TG 3 ton. Chevrolet C60L 4x4 m/1953

Quantidade: xx (xxxxx).
Utilizador: Exercito Português.
Comissões: Angola (xxxx-xxxx), Guiné (xxxx-xxxx) e Moçambique
(xxxx-xxxx).
Entrada ao serviço: 1953.
Data de abate: 1975.
DADOS TÉCNICOS
Construtor: Chevrolet/Canadá.
Tripulação: 2 (Condutor + um elemento).
Motor: 1x Chevrolet OHV, gasolina, com 85 hp de potência às 3.400 rotações.
Dimensões: comprimento 5,66 metros; largura 2,13 metros; altura 2,95 metros; distância ao solo 0,28 metros.
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 2.100 kg; bruto 3.020 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 80/xx/xx km/h; obstáculo vertical x,xx metros; vau máximo x,xx metros; vala máxima x,xx metros; rampa máxima xx %; inclinação lateral máxima xx %.
Autonomia: 270 km com capacidade de depósito de 114 litros.
Armamento: n/a.
Outros equipamentos: n/a.

DESENVOLVIMENTO
O Chevrolet C60L foi um dos camiões mais numerosos construidos pelos canadianos durante a Segunda Guerra Mundial para abastecimento dos britânicos e de outras forças da Commonwealth. A viatura de 3 toneladas era absolutamente fiável, robusto e simples o que permitia uma rápida produção.
Uma enorme quantidade de modelos diferentes foi produzida, incluindo cisternas de combustível, ambulância e pronto socorro. Tal como as diferentes chassis também havia uma grande diferença de modelos de cabina à medida que a produção progredia. Por exemplo, a cabina numero 13 foi completamente redesenhado, o que permitia um maior espaço interior e melhor colocação dos pedais.
Outros projectos substituíram a cabina em aço por uma cobertura em lona. A versatilidade da série era notável e reflectia-se nos exemplares em uso.

PERCURSO EM PORTUGAL
As viaturas recebidas foram, inicialmente, distribuídas por diversas unidades em Portugal, bem como por unidades nas Províncias Ultramarinas.
No inicio dos conflitos armados no Norte de Angola, em 1961, foram utilizadas algumas destas viaturas. Durante os primeiros anos da Guerra Colonial que decorreu em Angola, Guiné e Moçambique muitas foram utilizadas até à exaustão.

ESQUEMA DE PINTURA
O casco e o rodado pintado a verde artilharia ou verde azeitona, fosco. Consoante as unidades a que estavam atribuídas, tinham designações pintadas a cor branca nas portas.
No caso das viaturas que se encontravam nas unidades em Portugal, estas designações eram constituídas pelas letras "Exerc. Port.", seguidas das letras que designavam a região militar a que a unidade pertencia e depois as letras com as iniciais da unidade.
As viaturas que estiveram nas unidades nas Províncias Ultramarinas de África, geralmente, tinham só as letras "Exerc. Port.".  

MATRICULAS
MG-85-99 - o/c 1953 - w/o 1975 - para sucata.
 
MODELISMO
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=Chevrolet+C60L*

FONTE
COSTA, Luís - Secção Modelismo Jornal do Exército - Fevereiro/Outubro 2001.


Camião Tractor 5 ton. M818 W/W D 6x6 m/1978-1989 c/guincho

Quantidade: xx (xxxxx).
Utilizador: Exercito Português.
Comissões:
Angola (xxxx-xxxx), Bósnia (xxxx-xxxx), Kosovo (xxxx-xxxx) e Timor (xxxx-xxxx).
Entrada ao serviço: 1978.
Data de abate: activo.
Dados Técnicos
Construtor: AM General/Estados Unidos da América.
Guarnição: 2 (condutor+assistente).
Propulsão: 1x Cummins NHC-250, a gasóleo, arrefecido a liquido com 228 hp de potência às 2.100 rotações.
Transmissão: sincronizado com 5 velocidades p/frente e 1 p/trás com embraiagem monodisco a seco e caixa de tranferência com 2 velocidades.
Travões: de serviço hidropneumáticos; de estacionamento mecânico à caixa de transferência.
Direcção: servo assistida c/raio de viragem de 25,5 metros.
Suspensão: molas elipticas.
Rodado: 10 rodas + sobressalente; pneus diagonais c/medidas 11.00x20.
Sistema eléctrico: 24 volts. 
Dimensões: comprimento 6,50 metros; largura 2,50 metros; altura 2,70 metros; distância entre eixos 4,20 metros; largura entre rodas 1,90 metros; distância ao solo 0,27 metros; altura do gancho de reboque 0,78 metros.
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 9.202 kg; bruto 34.327 kg; carga máxima em estrada 11.350 kg; carga máxima em todo terreno 8.000 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 84/xx/xx km/h; obstáculo vertical x,xx metros; vau máximo 0,90 metros; vala máxima x,xx metros; rampa máxima c/s reboque 40 %/60 %; inclinação lateral máxima 20 %.
Autonomia: 750 km com capacidade de depósito de 416 litros.
Armamento: n/a.
Capacidade de carga: reboque estrada 13.600 kg; reboque 6.800 kg.
Outros equipamentos: 1x guincho com capacidade para 9.000 kg.

Histórico
A partir de 1950, as autoridades militares dos Estados Unidos da América iniciaram a substituição de uma vasta gama de viaturas tácticas que foram utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial. Assim uma nova gama foi testada e a sua produção entregue a diversos construtores americanos.
Estas viaturas de tracção 6x6 e 8x8, foram produzidas pela Diamond T International Haverster, Kaiser Jeep, Mack e AM General. Nas novas viaturas foram montadas diversas caixas de transportes gerais e carroçarias especificas, nomeadamente Basculante, Depósito de Água, Depósito de Combustíveis, Compressores de Ar, Guinchos de Reboque, Transporte de Pontes e Oficinas.
Uma dessas versões é o Camião Tractor M818 que possui um engate na parte de trás do chassis que permite rebocar atrelados. Foram construídos com e sem guincho frontal, com capacidade de tracção de cargas até os 9.000 kg.
 
Percurso em Portugal
O Exército português recebeu as suas primeiras viaturas, em 1978, provenientes dos Estados Unidos da América, no final da década de 1980 receberam-se mais algumas viaturas que foram atribuídas à Escola Prática de Serviço de Transportes, Escola Prática de Serviço de Material, Batalhão da Serviço de Transportes e ao Batalhão de Apoio e Serviços da Brigada Mecanizada Independente.
Este ultimo Batalhão possui a maior parte delas. Nas missões de Paz em que o Exército Português tem participado (Angola, Bósnia, Kosovo e Timor), diversas viaturas têm sido destacadas para esses locais.

Matriculas
MX-01-11 - o/c 1978 - wfu.
MX-40-66 - o/c 1978 - wfu.
MX-40-67 - o/c 1978 - wfu.
MX-40-68 - o/c 1978 - wfu.
MX-40-69 - o/c 1978 - wfu.
MX-40-70 - o/c 1978 - wfu.
MX-40-79 - o/c 1978 - wfu.
MX-40-85 - o/c 1978 - wfu. 
MX-41-01 - o/c 1978 - wfu.
MX-83-89 - o/c 1978 - wfu.
 
Entregas
(em construção).
 
Esquema de pintura
O casco e o rodado pintado a verde artilharia ou verde azeitona, fosco. Com símbolo da unidade pintado, a branco, nas portas dianteiras e dístico branco com o numero 70 pintado de preto, do lado do pendura, na traseira.
 
Modelismo
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=M818
 
Fontes
COSTA, Luís - Jornal do Exército, Secção Modelismo - Agosto/Setembro 2001.
Ficha de Material do Exército Português nº 19/VIAT.
 

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Auto TG Mista 0,10 ton. 3 Citroën D 4x2 mF/78-80 FAF

Quantidade: xx (xxxxxxxx).
Utilizador: Exercito Português.
Comissões: n/a
.
Entrada ao serviço: 1978.
Data de abate: 1998.
 
 
DADOS TÉCNICOS
Construtor: Citroën/Portugal (Mangualde).
Guarnição: 2+1 (condutor e dois elementos).
Motor: 1x Citroën AM2A, gasolina, com 32 hp de potência às 1.800 rotações.
Dimensões: comprimento 3,58 metros; largura 1,56 metros; altura 1,52 metros; distância ao solo 0,18 metros.
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 720 kg; bruto 1.130 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 100/xx/xx km/h; rampa máxima 40 %; inclinação lateral máxima xx %.
Autonomia: 310 km com capacidade de depósito de 25 litros.
Armamento: n/a.
Carga máxima: estrada 410 kg.
Outros equipamentos: n/a.

DESENVOLVIMENTO
O Citroën FAF é um pequeno veículo utilitário, produzido pelo fabricante francês Citroën de 1977 a 1981. 
Foi construído usando uma combinação de componentes importados e locais em vários países em desenvolvimento. O corpo era feito de painéis de aço dobrados, fáceis de produzir, dando uma aparência semelhante a uma versão com corpo de metal do Méhari. 
Os painéis planos de metal e componentes simples foram concebidos para permitir uma produção mais fácil, principalmente em países em desenvolvimento, tais como Portugal (810), Guiné-Bissau (300), República Centro-Africana (60), Senegal (15), Sri-Lanka (1) e Indonésia (600), para uma produção total de 1.786 unidades.
No final dos anos 70, a Citroën iniciou um projecto para o desenvolvimento de um novo modelo, baseado na mecânica do lendário 2CV, e destinado ao exército francês. Foi denominado de FAF “facile à fabriquer”, de fácil fabrico, de maneira a sublinhar a facilidade da construção dos baixos custos de produção. 
O primeiro e segundo exemplar deste modelo foram fabricados em França para depois serem exclusivamente montados em Portugal na fábrica de Mangualde. O exército francês realizou uma série de testes em dez dos automóveis, mas apesar dos bons resultados e do bom desempenho dos veículos, a encomenda foi anulada e o modelo FAF A 4x4 nunca chegou a produzir mais do que 50 unidades.

PERCURSO EM PORTUGAL
Fabricado em Mangualde (Viseu), prestou serviço no Batalhão de Administração Militar e era utilizado para instrução de condução.
O Museu Militar de Elvas possui um exemplar (MX-09-51), em exposição que pertenceu à Companhia dos Transportes.
 
MATRICULAS
MX-90-35 - o/c 1978 - w/o xxxx
MX-09-51 - o/c 1978 - w/o 1994 para Museu Militar de Elvas
 
ESQUEMA DE PINTURA
O casco e o rodado pintado a verde artilharia ou verde azeitona, fosco. Com símbolo da unidade pintado, a branco, nas portas dianteiras e dístico branco com o numero 70 pintado de preto, do lado do pendura, na traseira.

VERSÕES
5 portas com capota rígida.
3 portas com capota de lona.
 
MODELISMO
Não existe modelo no mercado.

FONTE
Jornal do Exército.
Ficha de Material do Exército Português.




Camião 5 ton. Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo m/1981

Quantidade: 7 (sete).
Utilizador: Exercito Português e Armada Portuguesa.
Comissões: n/a.

Entrada ao serviço: 1981.
Data de abate: 1981.
 
DADOS TÉCNICOS
Construtor: Metalúrgica Duarte Ferreira/Portugal.
Guarnição: 1+21 (condutor+vinte e um elementos).
Motor: 1x Renault RVI798, a gasóleo, com 155 cv de potência às 2.900 rotações.
Dimensões: comprimento 6,79 metros; largura 2,32 metros; altura 2,84 metros; distância ao solo 1,13 metros.
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 7.600 kg; bruto 13.000 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 85/xx/xx km/h; obstáculo vertical x,xx metros; vau máximo 1,20 metros; vala máxima x,xx metros; rampa máxima 60 %; inclinação lateral máxima xx %.
Autonomia: 900 km com capacidade de depósito de xxx litros.
Armamento: n/a.
Capacidade de carga: estrada 5.000 kg; reboque 2.500 kg.
Outros equipamentos: 1x guincho com capacidade para 3.000 a 4.700 kg.

DESENVOLVIMENTO
Baseado no modelo Berliet GBD, que tinha como base o Renault TRM9000, sendo que usava componentes civis. A produção tinha começado em 1975 com grandes encomendas por parte de Marrocos (1.500) e Argélia (500).
O projecto recebe várias melhorias, nomeadamente na motorização e transmissão, que originam o TRM10000 - a produção em série arrancará por fim em 1987 graças a duas encomendas iniciais de 178 e 759 camiões para o exército francês. Este desenho é adaptado aos requisitos portugueses.
O resultado desta parceria é, por fim, apresentado publicamente em 16 de Dezembro de 1981. O camião tinha bom comportamento todo-o-terreno, caixa de sete velocidades, com excepção do motor e caixa de velocidades, os restantes componentes eram quase todos de fabricação nacional. A taxa de incorporação nacional chegava aos 60%.

PERCURSO EM PORTUGAL
 
EXÉRCITO PORTUGUÊS
 
A 16 de Dezembro de 1981, é apresentado o resultado de uma nova parceria entre portugueses e franceses: o camião Tramagal Turbo TT 13/160 6x6. Em setembro de 1982, o Exército encomenda finalmente cinco camiões pré-série para testes e ensaios
 
ARMADA PORTUGUESA
 
Um camião de combate a incêndios, com equipamento da marca austríaca Rosenbauer, é encomendado pela NATO e entregue em 1983 sendo abatido em 2001. A sua missão não podia ser mais adequada: proteger as reservas estratégicas de combustível, na Caparica. Esse seria o camião-cisterna de Limitações de Avarias da Marinha Tramagal TT13/160 6x6 Turbo de 13 toneladas, também fabricado pela MDF e que esteve destacada na Escola de Fuzileiros de 2001 a 2009 (possuía a matrícula DT-20).
 
SERVIÇO NACIONAL DE BOMBEIROS
 
A MDF, ao mesmo tempo, criou uma versão de combate a incêndios, em colaboração com a INASI da Azambuja, uma empresa familiar que tinha mais de 30 anos de experiência na adaptação de viaturas para combate a incêndios, fornece os equipamentos especiais para o chamado Tramagal-Inasi ATT 4000 6x6 (FD-79-52) que é por fim apresentado em Outubro de 1982, no Congresso dos Bombeiros Portugueses. Um camião, com equipamento da alemã Ziegler, é encomendado pelo Serviço Nacional de Bombeiros e entregue aos bombeiros da Sertã.
 
MATRICULAS
MX-21-26 - o/c 1981 - w/o xxxx - para sucata.
MX-21-27 - o/c 1981 - w/o xxxx - para sucata.
MX-21-28 - o/c 1981 - w/o xxxx - para sucata.
MX-21-29 - o/c 1981 - w/o xxxx - para Museu Militar de Elvas.
MX-21-30 - o/c 1981 - w/o xxxx - para sucata.
DT-20/AP-26-25 - o/c 1983 - w/o 2001 - para Marinha o/c 2001 - w/o 2009 - para Museu.
FD-79-52 - o/c xxxx - w/o xxxx - para sucata.

ESQUEMA DE PINTURA 
O casco e rodado, pintado a verde artilharia ou verde azeitona, fosco (Exército).
 
VERSÕES
Camião Tractor Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo m/1981;
Camião Oficina Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo m/1981;
Camião Posto de Comando Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo m/1981;
 
MODELISMO
Não existe modelo disponível no mercado.

FONTES
https://www.facebook.com/berlietchaimiteumm/?ref=page_internal
"Tramagal TT 13/160 6x6 Turbo" - Jornal do Exército - Dezembro de 1982
MONTEIRO, Pedro Manuel - "Os ultimos guerreiros do Tramagal" - Revista Motor Clássico.
MONTEIRO, Pedro Manuel - "Que força é essa?" - Revista Motor Clássico - Fevereiro de 2012.


Tramagal | ForUMM 

Auto TG 0,5 ton. Portaro D 4x4 260 m/1983 (GVM)

Quantidade:  1 (um). Utilizador:  Exército Português. Comissões: n/a . Ent rada ao serviço:  1983. Data de abate: 1983.   DADOS TÉCNICOS...