quinta-feira, 6 de maio de 2021

Auto TG 0,5 Ton. TP7 UMM Cournill D 4x4 MA/1979-1982-1983

Quantidade: 578 (quinhentos e setenta e oito).
Utilizador: Exército Português; Guarda Nacional Republicana; Força Aérea Portuguesa; Corporações de Bombeiros.
Comissões: Angola UNAVEM III (1995-1997); Bósnia (1996-2000).
Entrada ao serviço: 1979.
Ano de abate: 2019.
 

Dados Técnicos
Construtor: UMM - União Metalo-Mecânica, Lda/Portugal.
Tripulação: 1+6 (condutor mais seis elementos).
Motor: 1x Peugeot XDP 4/90, a gasóleo, com 62 cv de potência às 4.500 rpm.
Dimensões (viatura): comprimento 3,85 metros; largura 1,57 metros; altura c/ capota 2,03 metros; distância entre eixos 2,52 metros; distância entre rodas (fr/tr) 1,35/1,27 metros; distância ao solo 0,23 metros; altura do gancho de reboque 0,65 metros.
Dimensões (caixa): comprimento 1,54 metros; largura 1,41 metros; altura 0,40 metros; volume 8,7 m3
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 1.500 kg; bruto 3.300 kg; carga máxima em estrada 1.800 kg; carga máxima em TT 750 kg.
Desempenho: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) xx/xx/xx km/h; obstáculo vertical x,xx metros; vau máximo 0,50 metros; vala máxima 0,45 metros; rampa máxima 90 %; inclinação lateral máxima 22 %.
Autonomia: 700 km com depósito de 70 litros.
Armamento: ver texto.
Capacidade de carga: .
Outros equipamentos: 1x guincho frontal com capacidade de esforço máximo de 3.000 kg.

Histórico
A viatura U.M.M. Cournil/Alter, foi fabricada na década de setenta, em Mem Martins. Na década de oitenta, a UMM apresenta um novo modelo, o "Alter", mais comprido, e mais alto, ganhando linhas simples e rectilíneas, que o distinguem do anterior "Cournil", surgindo mais tarde novas versões do "Alter" com significativas melhorias na suspensão, uma nova caixa de transferência e de velocidade, direcção assistida, entre outros progressos. 
A viatura U.M.M. Cournil/Alter demonstrou ser muito versátil, tendo sido adaptado a várias versões tácticas e de apoio logístico, nomeadamente porta-canhão, transporte e lançamento de misseis antiaéreos e anticarro, transportes gerais, ambulância, combate a incêndios e pronto socorro, por forma a integrarem as inúmeras missões ao serviço do Exército em Território Nacional e nos diversos países em que Portugal participou nas operações de apoio à paz. 
Podia ser lançado com alguma facilidade de paraquedas pelo C-130.

Percurso em Portugal
 
EXÉRCITO PORTUGUÊS
 
Os militares portugueses foram dos primeiros a receber os jipes UMM Cournill. Em Novembro de 1977, um Cournill é enviado, por um período de dois anos, para testes no Campo Militar de Santa Margarida. No ano seguinte, o Exército português abre um concurso público para a aquisição de veículos táticos ligeiros e a UMM apresenta a proposta com valor mais baixo: são-lhe adjudicadas 245 viaturas Cournill, vinte dos quais na versão com canhão sem recuo de 106 mm.
Os dois primeiros prototipos do Exército são entregues em Fevereiro de 1979 e os testes ajudam a melhorar o modelo militar. Em Agosto de 1980, começam as entregas da primeira encomenda. Seguem-se mais duas adjudicações, em 1980 e 1981, num total de 333 viaturas.
Em Março de 1981, o Exército português recebe um jipe UMM Cournil com lançador triplo de mísseis SS-11B, um míssil anticarro francês que também iria armar alguns blindados Chaimite. Os testes de fogo real têm lugar no cabo Espichel, perto de Sesimbra, em 1982 e este é mesmo exibido numa exposição miltar na FIL em Lisboa, em 1983. 
Esta viatura prestou serviço em quase todas as unidades do exército português.
O Museu Militar de Elvas, possui um exemplar UMM Cournill (MME50028), Cournil Pronto-Socorro (MME50033), Cournil Combate a Incêndios (MME50034) no seu acervo. 
 
GUARDA NACIONAL REPUBLICANA
 
Em Fevereiro de 1978, a GNR testa um Cournil com resultados satisfatórios e adquire logo um grande número de viaturas, através de quatro concursos públicos, em 1978 e 1979.
Por volta de 1981, a Guarda Fiscal adquire meia centena, através de dois concursos publicos.
 
 FORÇA AÉREA PORTUGUESA

A arma páraquedista recebeu a partir da sua compra em 1980, mais de 150 UMM “Cournil” que foram distribuídos não só para funções administrativas, mas sobretudo operacionais nas unidades da então existente Brigada de Pára-quedistas Ligeira (BRIPARAS) do Corpo de Tropas Pára-quedistas da Força Aérea.
A viatura era muito básica, e estamos a falar das primeiras que foram desde logo testadas em condições bem duras nos exercícios que a BRIPARAS faziam por todo o país, nomeadamente os da série “Júpiter” e com algumas modificações que foram sugeridas ao fabricante entrou ao serviço activo. 
Mais tarde os pára-quedistas também receberam os UMM “Alter II”, mas em menor quantidade e os UMM “Cournil” continuaram em uso. Alguns foram equipados com armamento (Browning 12,7mm, LGA Mk. 19, metralhadoras MG 42/54, míssil anticarro MILAN, reboque de transporte de morteiro 81 mm) sendo outros adaptados para auto-macas ou ambulâncias e um ou outro dotado de capota metálica para utilização administrativa.

CORPORAÇÕES DE BOMBEIROS

Os Bombeiros Voluntários da Trofa utilizam um veiculo como VOPE01 (FD-25-09).
 
Matriculas
ME-95-32 - o/c 1979 - wfu 2006 - para sucata.
MX-00-59 - o/c 1979 - wfu 2006 - para Museu Militar de Elvas.
MX-01-51 (OPSAS) - o/c 1979 - wfu 2006 - para Museu Militar de Elvas.
MX-19-90 (Auto Maca) - o/c 1983 - wfu 2006 - 
MX-20-07 (Auto Maca) - o/c 1983 - wfu 2006 -
MX-20-15 (Auto Maca) - o/c 1983 - wfu 2006 -
MX-21-50 (Socorro) - o/c 1985 - wfu xxxx
MX-21-57 - o/c 1979 - wfu 2006 - para Museu Militar de Elvas.
MX-86-34 - o/c 1979 - wfu 2006 - 
MX-87-06 (CSR) - o/c 1979 - wfu 2006 - para Museu Militar Ilha S. Miguel, Açores.
GNR J-241 - o/c 1979 - wfu 2006 - para sucata.
GNR J-288 - o/c 1979 - wfu 2006 - para sucata. 
GNR J-909 - o/c 1979 - wfu 2006 - para sucata.
AM-94-95 - o/c 1980 - wfu 2006 - para sucata.
FD-25-09 - o/c 1983 -  wfu xxxx.
 
Versões
Auto TG 0,5 ton. TP7 UMM Cornill D 4x4 mA/1979-82-83 (Ficha de Material n.º 2/VIAT - Viat Táctica).
Auto Maca 2M UMM Cournill D 4x4 m/1983 (Ficha de Material n.º 31/VIAT - Auto Maca).
Auto TG 0,75 ton. UMM Cornill D 4x4 m/1983-88 Porta Canhão 10,6.
Auto Socorro UMM Cournill D 4x4 m/1985 (Ficha de Material n.º 46/VIAT - Pronto Socorro).
Auto Porta Misseís MILAN UMM Cournill D 4x4 m/1982-87.

Modelismo
https://www.scalemates.com/topics/topic.php?id=107049

Fontes
Fichas de Material do Exército Português.
Jornal do Exército.
https://www.operacional.pt/%C2%ABumm-recon%C2%BB-o-ultimo-rugido-do-%E2%80%9Ccournil%E2%80%9D-militar/.
MONTEIRO, Pedro Manuel - Berliet, Chaimite e UMM - Contra a Corrente - 2018.



quarta-feira, 31 de março de 2021

LARC 5

Quantidade: 15 (quinze).
Utilizador: Armada Portuguesa.
Comissões: n/a.
Entrada ao serviço: 1983.
Ano de abate: activo.
 
 
 
 
Dados Técnicos
Construtor: US Springfield Armory/Estados Unidos da América.
Tripulação: 4 (condutor proeiro + 2 elementos).
Motor: 1x Cummins V-903 V8, a gasóleo, com 305 cv de potência às x.xxx rotações.
Dimensões: comprimento 10,67 metros; largura 3,15 metros; altura 3,03 metros; distância ao solo x,xx metros.
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 12.500 kg; bruto 14.038 kg.
Desempenho: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 48/16/5 km/h; obstáculo vertical 0,50 metros; vau máximo anfíbio; vala máxima x,xx metros; rampa máxima 60 %; inclinação lateral máxima 25 %.
Autonomia (terra/mar): 400/60 km com depósito de combustível de 547 litros.
Armamento: n/a.
Capacidade de carga: 20 militares totalmente equipados ou até 4,5 toneladas.
Outros equipamentos: n/a.
Histórico: entrou ao serviço do Exército Americano em 1963. Usado por Argentina, Austrália, Alemanha, Estados Unidos da América, Islândia, Filipinas, Portugal e Singapura.

Desenvolvimento
O LARC 5 (Lighter Amphibious Resupply Cargo 5 ton.), é um veículo de carga anfíbio com casco de alumínio capaz de transportar 5 toneladas. Foi desenvolvido nos Estados Unidos durante a década de 1950 e é usado numa variedade de funções auxiliares até hoje.
Além dos Estados Unidos, estas viaturas foram usadas ​​por forças militares da Austrália, Argentina, Portugal, Filipinas, Singapura e Islândia. Foram produzidos cerca de 968. Cerca de 500 foram destruídos, a maioria por afundamento durante a retirada americana do Vietname. Ao serviço das Forças Armadas dos Estados Unidos restaram duzentas viaturas. Depois de serem retirados de serviço, Cem destes foram vendidos a privados sendo usados para viagem de turismo.

Percurso em Portugal
Em Fevereiro de 1983, o Corpo de Fuzileiros recebeu quinze viaturas anfíbias LARC-5 oriundas da Marinha Federal Alemã, como contrapartida da cedência da Base Aérea de Beja e autorização para a construção do Ponto de Apoio Naval de Tróia (PANTROIA) à Alemanha Ocidental.
Cinco viaturas foram colocadas no activo e as restantes 10 posicionadas nas Instalações Navais de Tróia, sendo submetidas a rotinas de manutenção periódicas por uma equipa de manutenção que se deslocava para o efeito.
Constituíram o Grupo de Lanchas Anfíbias, sendo atribuídas à UAMA - Unidade de Apoio de Meios Aquáticos, actualmente, desde 1994,  à UMD - Unidade de Meios de Desembarque, sediada na Escola de Fuzileiros.
Participaram em diversos exercícios exclusivos do Corpo de Fuzileiros: FTX, TRÓIA, TREINO A, TREINO B, COSTA ABERTA, sectoriais da Armada: PHIBEX, SWORDFISH e INSTREX e apoio à Direcção Geral de Administração Marítima e o Serviço Nacional de Protecção Civil.
Em Outubro de 2002, uma secção do Grupo de Lanchas Anfíbias participou nos testes à capacidade anfíbia das viaturas em concurso para renovação da frota de blindados de rodas APC/IFV.
Em 2009, participaram no exercício sectorial da Marinha “CONTEX/PHIBEX”, interagindo com o LPD “Foudre” da Marinha de Guerra Francesa e acompanhou os testes à capacidade anfíbia do blindado PANDUR II.
A 31 de Março de 2021, a lancha anfibia n.º 435 foi colocada no Museu do Combatente, em Lisboa. 
A 5 de Fevereiro de 2026 e na sequência da tempestade Kristin são destacadas duas lanchas anfibias (408 e 414) para as zonas alagadas nas margens de leziria do rio Tejo e Sorraia. 
O auncio de procedimento n.º 15418/2026 de 16 de Junho indica o processo de modernização, este processo inclui novo motor propulsor, sistema hidraulico, união cardan do motor propulsor ao reparo da transmissão e reparo de transmissão por correias dentadas, ventiladores hidráulicos dos radiadores, radiadores, extinção de incêndios, carregador de baterias, baterias e respetiva caixa de estiva, trabalhos serralharia, bombas de alimentação combustível 24 V DC, Bombas de remoção óleo do cárter do motor propulsor 24 V e consola de comando, sendo intenção extender a sua vida útil e ficar capacitada para os requisitos do sec XXI.
 
Matriculas
408 - c/n -prev. s/n - o/c 1983 - wfu;
414 - c/n -prev. s/n - o/c 1983 - wfu;
428 - c/n -prev. s/n - o/c 1983 - wfu;
435 - c/n -prev. s/n - o/c 1983 - wfu 2021 para Museu do Combatente (exposto);
446 - c/n -prev. s/n - o/c 1983 - wfu;
457 - c/n -prev. s/n - o/c 1983 - wfu;
458 - c/n -prev. s/n - o/c 1983 - wfu;
482 - c/n - prev. s/n Y-136622 - o/c 1983 - wfu;
483 - c/n - prev. s/n Y-136623 - o/c 1983 - wfu;
484 - c/n - prev. s/n Y-136624 - o/c 1983 - wfu; 
 
Esquema de pintura 
O casco em alumínio natural, sendo o convés pintado a verde. As marcações são todas pintadas de preto, que inclui: número nas laterais e do lado esquerdo na popa; símbolo do Corpo dos Fuzileiros, de ambos os lados, na frente do casco e atrás na popa, do lado direito.

Modelismo
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=larc+5*


Fonte
Blog Barco à vista - https://barcoavista.blogspot.com/2010/12/grupo-de-lanchas-anfibias-larc-5.html.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Auto TG Berliet-Tramagal 4x4/6x6

Quantidade: 1.670 (GBC 4x4), 972 (GBC 6x6), 907 (GBA 6x6) unidades.
Utilizador: Exercito Português e Armada Portuguesa.
Comissões: Angola (1964-1975), Guiné
(1964-1975) e Moçambique (1964-1975).
Entrada ao serviço: 1964-1966.
Data de abate: 1990.
 

DADOS TÉCNICOS (GBA)
Construtor: Metalúrgica Duarte Ferreira/Portugal.
Tripulação: (GBA) 1 + 16 (condutor e dezasseis elementos).
Motor: 1x Berliet M420/30X, a gasóleo, com 135 cv de potência às 2.600 rotações.
Dimensões: comprimento 6,43 metros; largura 2,23 metros; altura c/ capota 3,27 metros; distância ao solo 0,28 metros.
Blindagem: não tem.
Peso: vazio 7.250 kg; bruto 9.750 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 80/50/20 km/h; obstáculo vertical x,xx metros; vau máximo 1,50 metros; vala máxima 1,40 metros; rampa máxima 70 %; inclinação lateral máxima xx %.
Autonomia: 900 km com capacidade de depósito de 200 litros.
Armamento: não tem.
Capacidade de carga (estrada/TT): 4.500 kg/2.500 kg.
Outros equipamentos: 1x guincho com esforço máximo de 5.000 kg.
 
DADOS TÉCNICOS (GBC)
Construtor: Metalúrgica Duarte Ferreira/Portugal.
Tripulação: 1 + 20 (condutor + vinte elementos).
Motor: 1x Berliet Mk. 520, policarburante, com 125 cv de potência às 2.100 rotações.
Dimensões: comprimento 7,21 metros; largura 2,40 metros; altura c/ capota 3,30 metros; distância ao solo 0,28 metros.
Blindagem: não tem.
Peso: (4x4) vazio 6.950 kg; bruto 11.000 kg; (6x6) vazio 8.370 kg; bruto 12.370 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 80/50/20 km/h; obstáculo vertical x,xx metros; vau máximo 1,20 metros; vala máxima 1,40 metros; rampa máxima xx %; inclinação lateral máxima xx %.
Autonomia: 1.000 km com capacidade de depósito de 200 litros.
Armamento: não tem.
Capacidade de carga (estrada/TT): 6.000/4.000 kg.
Outros equipamentos: 1x guincho com esforço máximo de 7.000 kg.

DESENVOLVIMENTO
Baseado no modelo Berliet Gazelle francês, a Berliet Tramagal foi um dos veículos mais utilizados pelas forças armadas portuguesas nos anos 60 e 70, em particular na Guerra Colonial.
A Berliet Gazelle foi a resposta francesa aos camiões GMC, Morris, Austin, e outros, que datando da Segunda Guerra Mundial ainda equipavam a maioria das forças armadas europeias nos anos 50/60.
Numa altura em que muitos destes países estavam envolvidos em conflitos nas suas colónias (a França na Guerra da Argélia, a Bélgica no Congo, e Portugal em plena Guerra Colonial), a necessidade de um veículo de transporte pesado, polivalente, e todo o terreno era grande.
Os técnicos da Berliet e da MDF criaram modelos robustos e de fácil manutenção, capaz de operar com fiabilidade nos terrenos e climas mais extremos, que se moviam tanto a gasóleo como a gasolina e podiam transportar soldados ou grandes cargas com grande versatilidade.
As necessidades das forças armadas portuguesas, e a tentativa de baixar o custo da Guerra Colonial, levaram a que em 1964 o camião passasse a ser montado pela Metalúrgica Duarte Ferreira sob licença da Berliet, no Tramagal, de onde deriva o seu nome Berliet Tramagal.
O primeiro modelo a sair da linha de montagem do Tramagal foi o GBC 8T, nas versões 4x4 e 6x6 - entraram ao serviço do Exército em 1964 e 1966, respectivamente. Em 1969, chegava às colónias portuguesas o camião GBA 6MT 6x6, mais ligeiro e mais pequeno. No total, o Exército comprou 3.549 veiculos tácticos pesados.
Em 1976, 134 camiões foram vendidos ao Ministério de Defesa de Angola e outros 120, ao mesmo cliente, três anos mais tarde.

PERCURSO EM PORTUGAL
 
EXÉRCITO PORTUGUÊS
 
A partir de 1964, foram distribuidos pelas três frentes de combate da Guerra Colonial e posteriormente, a todas as unidades do continente e ilhas e 1ª Brigada Mista Independente.
O Museu Militar de Elvas possui um exemplar desta viatura 4x4 (MX-46-35) e dois 6x6 (MX-20-94) e (MX-54-72), no seu inventário.
 
ARMADA PORTUGUESA

Em 1973 foram adquiridas, algumas viaturas da versão GBC, sendo duas enviadas para o Comando Naval de Angola, sendo destacadas para Vila Nova da Armada, que findo o conflito regressam a Portugal.
Em 1974, foram adquiridas doze viaturas da versão GBA e destacadas à carga do Batalhão de Fuzileiros n.º 3, mais concretamente ao Grupo de Transportes Tácticos Terrestres.
Em 1977, foram modificadas para instalar em reparos metralhadoras ligeiras MG-42/MG-3 de 7,62 mm, assim como para rebocar morteiros de 81 mm.
Todas as viaturas, GBA e GBC, foram abatidas entre os anos de 1996 e 1999.
No Núcleo Museológico de Viaturas Antigas da Marinha, foi restaurada a viatura GBA 6MT (AP-19-32).
 
SERVIÇO NACIONAL DE BOMBEIROS  

Maceira, Olhão, Évora, Leiria, Portimão, Alvaiázere, Cacilhas, Alcochete, Alter-do-Chão, Vialonga, a Berliet-Tramagal foi sendo reciclada um pouco por todo o país. Utilizam tanto o camião concebido para usos civil quer os modelos GBC e GBA, criados desde 1964 com vista a uma utilização em grande escala, como viatura tacticas todo o terreno, na Guerra Colonial.

MATRICULAS
ME-18-44 (6x6) - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
ME-99-53 (6x6) - o/c xxxx - wfu xxxx - para sucata.
MG-12-62 (6x6) - o/c xxxx - wfu xxxx - Museu Militar de Elvas.
MX-20-94 (6x6) - o/c xxxx - wfu xxxx - Museu Militar de Elvas.
MX-39-52 (GBC) - o/c xxxx - wfu xxxx - Museu Militar de Elvas.
MX-46-35 (4x4) - o/c xxxx - wfu xxxx - Museu Militar de Elvas.
MX-54-72 (GBA 6x6) - o/c xxxx - wfu xxxx - Museu Militar de Elvas.
AP-19-32 GBA - o/c 1974 - wfu 1996 - para Museu Viaturas Antigas da Marinha.

o/c - on charge
w/o - write off
wfu - withdrawn from service

ESQUEMA DE PINTURA
O casco e rodado, pintado a verde artilharia ou verde azeitona.
 
MODELISMO
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=berliet+gbc+8*
 
VERSÕES
Auto TG 4 ton. 21 Berliet Tramagal 24V 4x4 m/1964 GBC 8 KT Cargo.
Auto TG 4 ton. 21 Berliet-Tramagal 24V 6x6 m/1966 GBC 8 KT Cargo.
Auto TG 2,5 ton. 17 Berliet-Tramagal 24V  6x6 m/1968 GBA 6 MT Cargo.
 
FONTES
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Março/Abril/Junho/Julho 1990. (6x6 m/1966).
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Agosto/Setembro/Outubro 1990. (6x6 m/1968).
Fichas de Material do Exército Português.
 

Auto TG 0,5 ton. Portaro D 4x4 260 m/1983 (GVM)

Quantidade:  1 (um). Utilizador:  Exército Português. Comissões: n/a . Ent rada ao serviço:  1983. Data de abate: 1983.   DADOS TÉCNICOS...