quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Auto Blindado Lagartas TP12 M113A1/A2 m/1976 a 1990

Quantidade: 260 (duzentos e sessenta).
Utilizador: Exército Português.
Comissões: Kosovo (1999-2001).
Entrada ao serviço: 1976.
Data de abate: activo.
 

Dados Técnicos
Construtor: United Defense Corporation/Estados Unidos da América.
Guarnição: 2+11 (condutor, apontador e onze elementos).
Propulsão: 1x Detroit 5063-5299 V6, a gasóleo, com 212 hp de potência às 2.800 rotações.
Transmissão: 1x Planet Allison TX-100-1 com 3 velocidades p/frente e 1 p/trás.
Travões: conjunto diferenciais de controlo com actuação de alavancas.
Suspensão: braços com barras de torção.
Rodado: lagartas guarnecidas a borracha.
Direcção: travões e diferenciais com actuação de alavancas com embraiagem do tipo conversor de binário.
Sistema eléctrico: 24 volts baterias 2x M9 de 12 volts. 
Dimensões: comprimento 4,86 metros; largura 2,69 metros; altura 2,50 metros; distância ao solo 0,41 metros.
Blindagem: até 44 mm de alumínio tipo 5083.
Peso: vazio 9.702 kg; bruto 11.156 kg; carga máxima estrada 1.454 kg.
Pressão no solo: 0,55 kg/cm2. 
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 67,6/40/20 km/h; obstáculo vertical 0,61 metros; vala máxima 1,68 metros; vau máximo anfíbio;  declive máximo 60 %; inclinação lateral máxima 20 %.
Autonomia: 475 km com capacidade de depósito de 360 litros.
Armamento: 1x metralhadora Browning M2HB de 12,7 mm com 2.000 munições.
Outros Equipamentos: 1x periscópio M19 (condução nocturna infravermelhos); 7x periscópio M17 (condução); 1x posto rádio E/R AN/VRC-12, AN/VRC-46, AN/VRC-47, AN/VRC-62 (conforme missão).

Histórico
O M113 resultou de um pedido americano, em meados dos anos 50, de uma viatura de infantaria ligeira, anfíbia e aerotransportável. A produção começou no principio da década de 60, tendo sido construídos, desde então, 70.000 viaturas, exportadas para quase 50 países. A viatura tem sido constantemente actualizada para às exigências dos nossos dias. Por exemplo, as versões iniciais não conferiam qualquer protecção ao atirador, o que foi tido como prioritário na sequência das experiências de combate, no Vietname, Médio Oriente, Norte de África e Extremo Oriente. As diferentes versões incluem transporte de morteiros, posto de comando, artilharia antiaérea e lança-chamas. O M113 vai manter-se no activo no século XXI e provavelmente tornar-se-á a viatura blindada mais construída e utilizada.
A VBTP M113 fornece à infantaria mobilidade igual a um Carro de Combate (CC) M60, apenas com menor poder de fogo e protecção contra armas de calibre reduzido e alguns fragmentos de granadas de artilharia. Tem capacidade anfíbia com algumas limitações, eficaz na maior parte dos terrenos difíceis e em qualquer tipo de condições atmosféricas, silhueta média e é detectável devido ao ruído que produz. Tem capacidade para transportar até 13 soldados, não permitindo aos soldados combaterem dentro da viatura e são um alvo vulnerável contra carros de combate, armas anticarro e mísseis.

Percurso em Portugal
Foram atribuídas à Brigada Mecanizada Independente/Brigada Mecanizada aquartelada em Santa Margarida distribuídas ao Esquadrão de Reconhecimento, Grupo de Carros de Combate, ao 1º e 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado e à Companhia de Engenharia, assim como à Escola Prática de Infantaria e Cavalaria.
Com a implementação da Lei Orgânica de 1993, o Pelotão de Reconhecimento (PelRec) passa a somar dez viaturas, incluindo viaturas com armas anticarro (VBTP M113A2 TOW). No entanto, devido à dificuldade de fornecer ao PelRec o sistema anticarro, nunca passou da teoria à prática, mantendo-se as
cinco viaturas. Este foi um factor decisivo na reestruturação de 2006, que aprova uma orgânica do PelRec a cinco viaturas M113A1. Actualmente o pelotão para missões em NATO Response Force39 (NRF) é constituído por 10 VBTP M113A1, sem capacidade anticarro.
Esta orgânica era composta por dez viaturas, seis VBTP M113A1 e quatro VBTP M113A2 TOW, contabilizando um total de 38 militares. A organização deste PelRec constituía-se pelo Comando e duas Secções. No Comando, existiam duas VBTP M113 A1, em que uma é para o Cmdt Pel, condutor VBTP e apontador da metralhadora pesada (ApMP) e outra para o Sarg Pel, condutor VBTP e Ap. MP, contabilizando um total de seis homens. As duas secções era constituída cada uma por duas esquadras e tinham cada uma quatro VBTP, em que duas delas são VBTP M113 A1 e as outras duas VBTP M113 A2
TOW, num total de trinta e dois homens.
Com o Decreto-Lei nº61/2006 de 21 de Março, Lei Orgânica do Exército, reduziu-se substancialmente no efectivo do pelotão, de trinta e oito para vinte e quatro militares e passou a ser constituída por apenas cinco VBTP M113 A1. Esta orgânica encontra-se também organizada pela Secção de Comando e por duas Secções. A Secção de Comando contém uma viatura, um condutor, um atirador explorador que tem como função ser o apontador da metralhadora pesada, o Cmdt Pel e o Sarg Pel. As duas secções, cada uma também com duas esquadras, são guarnecidas por vinte militares, quatro VBTP M113 A1. Cada esquadra é constituída pelo Cmdt de Sec ou Cmdt Esq e dois atiradores exploradores além do Ap. MP e do condutor.
Esta orgânica foi proposta quando em NATO RESPONSE FORCE 5 pelo 1ºBIMec, baseada na estrutura orgânica anterior à reestruturação e também no PelRec da Infantaria Mecanizada (HMMWV), sem as armas anticarro e com o efectivo de 30 militares, constituída pelo Comando e duas Secções. O Comando é constituído por duas viaturas, uma para o Cmdt Pel e outra para o Sarg Pel, com apenas um atirador explorador, que acumula função de apontador da metralhadora pesada, e os condutores respectivos. As Secções possuem 4 viaturas respectivamente, em que cada secção tem um Cmdt Sec e Cmdt Esq e dois chefes de equipa. Tem apenas por cada viatura, a esquadra de viatura e a esquadra de manobra. A esquadra de viatura é constituída pelo condutor e o apontador da metralhadora pesada, enquanto a esquadra de manobra é apenas constituída pelo chefe de viatura e o atirador explorador que acumula função de apontador da metralhadora pesada. O que perfaz um total de 3 militares por viatura, existindo uma lacuna a nivel de funções, já que o Ap MP Browning .50 acumula também funções de Atirador Explorador que nunca pode realizar as duas funções ao mesmo tempo, limitando a flexibilidade do pelotão.
No Kosovo foram destacadas 10 viaturas, sendo utilizadas pelo Agrupamento DELTA da Brigada Mecanizada Independente integrada na Brigada Multinacional do Oeste.
Pelo despacho 1484/2020 de 16 de janeiro foram abatidos para alienação por via de desmilitarização, desmantelamento e recolha com destino a sucata nove carros. 
No 3º trimestre de 2022, Portugal cedeu, como ajuda militar, catorze carros da versão A1 à Ucrânia.
No 1º trimestre de 2023, Portugal cedeu, como ajuda militar, catorze carros da versão A1 à Ucrânia.
No 4º trimestre de 2023, Portugal cedeu, como ajuda militar, três carros da versão A1 à Ucrânia.
A 11 de Novembro de 2024, o Exército Português realizou uma aquisição de serviços referente ao desenvolvimento do work package M113h – Viatura M113 híbrido e consequentemente menos poluente adjudicado ao IDMEC - INSTITUTO DE ENGENHARIA MECANICA por 12.450,00 €.
A Ucrânia expressou o seu interesse, por carta de 10 de abril de 2025, dirigida a esta área governativa, após visita técnica a Portugal, em 15 viaturas blindadas de lagartas da família M113, as quais, ao abrigo do disposto no Decreto-Lei n.º 48/89, de 22 de fevereiro, na sua redação atual, foram objeto de alienação a título gratuito por meu Despacho n.º 42/MDN/2025, de 27 de maio, sendo agora necessário organizar o respetivo transporte para entrega à Ucrânia, a promover pelo Exército, Ramo das Forças Armadas que disponibilizou as viaturas. 
 
Matriculas
MX-02-38 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-06-55 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-16-26 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-27-40 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-36-11 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-41-42 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-41-44 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-41-48 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx. 
MX-43-01 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-43-02 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx.
MX-43-05 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-43-07 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-51-07 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-51-96 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-60-59 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-60-67 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-60-87 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-60-95 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-61-03 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-61-30 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-61-63 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-67-49 (CSR) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-72-71 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-75-06 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-75-17 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-75-18 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-75-19 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-75-20 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
MX-75-21 (APC) - c/n - prev. s/n - o/c 1976 - wfu xxxx -
 
o/c - on charge w/o - write off wfu - withdraw from use
 
Versões
- Auto Maca Blindado M113A1 m/1976: estas viaturas estão atribuídas ao Esquadrão de Reconhecimento e ao Esquadrão de Comando e Serviços do Grupo de Carros de Combate e ao 1º e 2º Batalhão de Infantaria Mecanizado e tem capacidade para transportar quatro macas no interior, duas de cada lado da viatura.
Exteriormente, não existem quaisquer diferenças, quando comparadas com a versão de transporte de pessoal, sendo apenas reconhecidas pela pintura, pois têm retângulos brancos com cruzes vermelhas pintadas à frente, em ambos os laterais, na traseira, na porta pequena e na parte superior da viatura.
Nesta versão, não é utilizada a metralhadora habitualmente montada na cúpula do chefe da viatura.
- Auto Blindado Lagarta M113A1 CSR 10,6 cm m/1976: estas viaturas tinham uma peça sem recuo M40A1 de 106 mm, montado na parte superior da viatura, do lado direito. O carregamento e o disparo eram efectuados do compartimento traseiro da viatura, onde eram transportadas as munições para a peça. Era, na realidade um M113A1 ao qual foi adaptado uma peça sem recuo 106 mm M40A1 m/1956.
- Auto Blindado Lagarta TP12 M113A2 m/1982 Lança Misseis TOW: estas viaturas tinham um lançador de misseis TOW, montado na parte superior da viatura, do lado direito. O carregamento e o disparo eram efectuados do compartimento traseiro da viatura, onde eram transportadas as munições para o lançador. Era, na realidade um M113A1 ao qual foi adaptado um lançador de míssil TOW.
 
Entregas
Julho de 1976 - 20 carros versão A1 (E.U.A.);
Dezembro de 1977 - 80 carros versão A1 (E.U.A.);
Junho de 1987 - 06 carros versão A1 (E.U.A.);
Abril de 1993 - 104 carros versão A1 (Holanda);
1993 - 50 carros versão G (Alemanha);
 
Esquema de pintura
O casco, pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco, mas muitos deles variam de tonalidade devido a diversos factores. Entre estes salientamos o facto de que muitas destas viaturas foram colocadas em serviço com a pintura original do país que as forneceu. Outras foram pintadas, posteriormente, em pequenos lotes, e com diferentes tons de verde e no seu conjunto todas estão sujeitas aos efeitos da meteorologia, tais como exposição ao sol e à chuva que provocam um forte desgaste na pintura. 
As matrículas e os números de identificação das viaturas estão pintadas consoante as unidades a que estejam atribuídas e têm variado ao longo do tempo desde a formação da 1ª Brigada Mista Independente. Actualmente, existem viaturas com números e matriculas a branco sobre a pintura verde, viaturas com números pretos e matriculas brancas e ambas pintados de preto. Assim, é conveniente a consulta de fotografias para a escolha da viatura a reproduzir.
A cor utilizada no interior da viatura é bastante clara. Assemelha-se a um cinzento esverdeado, podendo recriar-se com mistura de duas cores 2/3 de Duck Egg Blue e 1/3 de Light Grey, a cor resultante irá dar uma tonalidade bem próxima à realidade.
Todas as partes metálicas deverão ser pintadas com esta cor, excluindo o suporte de rádio e peças que façam parte dos instrumentos de comando, bem como os cabos de transmissões eléctricas que são pretos. 
Consoante as unidades a que estão atribuídas também variam os símbolos táctitos e os símbolos das respectivas unidades.

Modelismo
https://www.scalemates.com/search-solr.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=m113

Fontes
MAIA, Salgueiro, Anotações para a história dos blindados em Portugal - (10), Jornal do Exército, Janeiro 1983.
FREITAS J., VENTURA J., BELO R. - VBTP M113A-1 Pt 1, 2, 3, 4, 5, Jornal do Exército (Modelismo), 1983.
Ficha de Material nº 12220.2350.05 do Exército Português.
COSTA, Luís, Jornal do Exercito (Secção Modelismo) - Março/Abril de 1995 (AMB).
COSTA, Luís, Jornal do Exercito (Secção Modelismo) - Dezembro de 1995 (CSR).
COSTA, Luís, Jornal do Exercito (Secção Modelismo) - Outubro/Novembro/Dezembro de 1994 e Janeiro 1995 (APC).



M113A1
M113A1



Auto Lança Misseis AA Lagarta M730A1/A2 (M48A2/A3) Chaparral m/1990-1999

Quantidade: 5 (versão A1) e ?? (versão A2).
Utilizador: Exército Português.
Comissões: n/a.
Entrada ao serviço: 1990
(versão A1) e 1999 (versão A2).
Data de abate: activo.
 
 
DADOS TÉCNICOS
Construtor: FMC Corporation/Estados Unidos da América.
Tripulação: 4 (chefe de carro, condutor e dois elementos).
Motor: 1x General Motors 6V53 V6, a gasóleo, com 212 hp de potência às 2.800 rotações.
Dimensões: comprimento 6,06 metros; largura 2,69 metros; altura 2,89 metros; distância ao solo 0,41 metros.
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 6.611 kg; bruto 13.148 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 61/40/20 km/h; obstáculo vertical 0,61 metros; vala máxima 1,68 metros; vau máximo anfíbio;  rampa máxima 60%; inclinação lateral máxima 30%.
Autonomia: 410 km com capacidade de depósito de 420 litros.
Armamento: 1x lançador quádruplo de mísseis MIM-72E Chaparral (Táctico) ou M33 (treino) com 12 misseis de reserva.
Alcance do míssil: mínimo 160 metros; eficaz até 6.000 metros.
Outros Equipamentos: FLIR (Forward Looking InfraRed); IFF (Identification Friend or Foe); guincho.

DESENVOLVIMENTO
O sistema lançador CHAPARRAL constitui um sistema de armas especialmente configurado para executar tiro guiado antiaéreo, com quaiquer condições de tempo, para o efeito, dispõe de um sub-sistema de infravermelhos (FLIR) para visão nocturna, para aquisição de objectivos e para seguimento automático de alvos.
Divide-se em três componentes: a viatura de lagarta M730A1; a torre de lançamento M54A2E1 e missil AA MIM-72.
 
PERCURSO EM PORTUGAL
Em finais de Novembro de 1990, chegaram a Portugal, através do programa Foreign Military Sales (FMS), cinco viaturas blindadas M730A1, das quais quatro destinaram-se à Bateria de Artilharia Antiaérea da então Brigada Mista Independente, actual Brigada Mecanizada. A restante viatura foi atribuída ao Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais, sendo posteriormente transferida para o Regimento de Artilharia Antiaérea 1, esta aquisição enquadra-se no processo de modernização e reequipamento previsto na 1ª Lei da Programação Militar (Lei nº 15/87).
Foram atribuídas ao Batalhão de Artilharia Antiaérea da Brigada Mecanizada Independente/Brigada Mecanizada e Brigada Ligeira de Intervenção/Brigada Intervenção e Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais e Regimento de Artilharia Antiaérea nº 1.
Em 2019, um parecer do Comando de Logistica desaconselhou o uso dos misseis MIM-72E por não ser possivel assegurar o seu uso com as condições de segurança necessárias para a sua utilização operacional. O seu valor como instrumento de formação e treino é residual, pois depende da possibilidade de canabilização, enquanto esta for possivel de realizar.
Pelo despacho 1484/2020 de 16 de janeiro foram abatidos para alienação por via de desmilitarização, desmantelamento e recolha com destino a sucata quatro carros M730A1 e dez carros M730A2 e quatro torres.
 
MATRICULAS
MX-05-66 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-05-68 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-05-70 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-05-71 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-05-72 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-05-73 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-21-79 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-21-80 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-21-81 - o/c 1990 - wfu xxxx -
MX-21-83 - o/c 1990 - wfu xxxx -
 
o/c - on charge
w/o - write off
wfu - withdraw from use

ENTREGAS
1990 - 05 carros.
1999 - 08 carros.
 
ESQUEMA DE PINTURA
O casco, pintado de verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco ou camuflado a três tons (verde, preto e castanho). A matrícula e os símbolos estão pintados a cor preta e os mísseis de instrução a cor dourada.

MODELISMO
https://www.scalemates.com/search-solr.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=1%3A35+M730*
 
FONTES
COSTA, Luis - Jornal do Exército - Secção Modelismo - Abril/Junho 2000.
MONSANTO, Luis - O Sistema Missil Ligeiro CHAPARRAL M48A2E1 - Jornal do Exército - 
Ficha do Exército nº 12220.1440.09.
Ficha do Exército nº 49100.1440.02.

M730 "Chaparral"

M730 "Chaparral"

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Auto Blindado 4,8 ton. 6 cm Eland Mk.4 4x4 m/1972

Quantidade: 46 (quarenta e seis) Mk.4; 4 (quatro) Mk.5.
Utilizador: Exército Português.
Comissões: Angola (1972-1975), Moçambique (1972-1975).
Entrada ao serviço: 1972.
Data de abate: 1980.

DADOS TÉCNICOS
Construtor: Reumech OMC/Republica da África do Sul.
Tripulação: 3 (chefe de carro, condutor e apontador).
Motor: 1x Opel, a gasolina, com 103 cv de potência às x.xxx rotações.
Dimensões: comprimento 4,15 metros; largura 1,97 metros; altura 2,07 metros; distância ao solo 0,33 metros.
Blindagem: 10 a 40 mm de aço. 
Peso: vazio 4.100 kg; combate 4.800 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 92/40/20 km/h; obstáculo vertical: 0,30 metros; vala máxima 1,80 metros; vau máximo 1,10 metros;  declive máximo 60%; inclinação lateral máxima 30%.
Autonomia: 600 km com capacidade de depósito de 156 litros.
Armamento: 1x morteiro de 6 cm com 53 munições; 2x metralhadoras MAC34 de 7,62 mm com xxx munições (primeiros modelos); 1x metralhadora Browning M1919A4 de 7,62 mm com xxx munições (últimos modelos).
Outros Equipamentos: 1x posto de rádio E/R C-42 e intercomunicação.

DESENVOLVIMENTO
O blindado Eland mais não é do que uma Panhard AML, adaptada para o serviço da Republica da África do Sul. A produção da versão Mk. 1 começou em 1962, desde essa altura o blindado tem vindo a ser actualizado. O Mk. 2 a Mk. 4 tinham travões, sistema de combustível e embraiagem melhorados, o Mk. 5 (1972) introduziu um motor a gasóleo sul-africano, com suspensão e pneus mais adaptados ao terreno sul-africano. O modelo mais recente Mk. 7 (1979), apresentava um motor turbo-diesel comercial, reduzindo o problema de compra de sobresselentes, funcionava em modo 4x4 permanente e podia ser armado com uma peça de 90 mm ou morteiro de 60 mm.

PERCURSO EM PORTUGAL
Este material foi cedido pela RAS, em Fevereiro de 1968, através da operação "SCAPULA", sendo que na metrópole, prestaram serviço na Escola Pratica de Cavalaria. 
Durante a Guerra do Ultramar, prestou serviço nos Esquadrões e Pelotões de Reconhecimento AML, especialmente vocacionados para a protecção de colunas logísticas, em Angola (14 viaturas), no Grupo de Cavalaria n.º 1, na Guiné (00 viaturas), nos Esquadrões de Reconhecimento 2454, 2641 e  Pelotões de Reconhecimento AML 1143, 2024, em Moçambique (32 viaturas), no Esquadrão de Cavalaria n.º 1, situado em Macomia.
Estas viaturas foram gradualmente retiradas de serviço nos anos 80, tendo sido utilizadas, em unidades de instrução até ao fim dos anos 90.
 
MATRICULA  
MX-60-12 - o/c xxxx - wfu xxxx - para Museu Militar de Elvas.
MX-61-43 - o/c xxxx - wfu xxxx - devolvida/sucata.
MX-61-44 - o/c xxxx - wfu xxxx - devolvida/sucata.
MX-62-76 - o/c xxxx - wfu xxxx - devolvida/sucata.
MX-62-77 - o/c xxxx - wfu xxxx - devolvida/sucata.
MX-62-78 - o/c xxxx - wfu xxxx - devolvida/sucata.
MX-62-80 - o/c xxxx - wfu xxxx - para Museu de Cavalaria/Elvas.
MX-62-81 - o/c xxxx - wfu xxxx - devolvida/sucata.
MX-72-74 - o/c xxxx - wfu xxxx - devolvida/sucata.

ENTREGAS  
(em construção).
 
VERSÕES
Auto Blindado 4,8 ton. 6 cm Eland Mk.5 4x4 m/xxxx
 
ESQUEMA DE PINTURA
O casco, pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco.

MODELISMO
https://www.scalemates.com/search-solr.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=Panhard+AML+a*
 
FONTE
COUTINHO, Pereira - Exército Português - Auto-Metralhadoras (2ª Parte) - Revista da Cavalaria - Maio – Agosto de 2012.
 

Eland Mk.4

Carro Blindado de Cavalaria m/1926 (Berliet VUDB 4x4)

Quantidade: 1 (um).
Utilizador: Exército Português.
Comissões:  Moçambique (xxxx-xxxx).
Entrada ao serviço: 1926.
Data de abate: 1936.
DADOS TÉCNICOS
Construtor: Berliet/França.
Tripulação: 3 (chefe de carro, condutor e metralhador).
Motor: 1x Berliet, a gasolina, com 40 hp de potência às x.xxx rotações.
Dimensões: comprimento 4,04 metros; largura 1,94 metros; altura 2,15 metros; distância ao solo 0,31 metros. 
Blindagem: 3 a 7 mm de aço. 
Peso: vazio x.xxx kg; bruto 4.950 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 53/40/12 km/h; obstáculo vertical x,xx metros; vala máxima x,xx metros; vau máximo x,xx metros; declive máximo xx%; inclinação lateral máxima xx %.
Autonomia: 350 km com capacidade de depósito de xxx litros.
Armamento: 2x metralhadora FM 24/29 de 7,5 mm com 4.000 munições.
Outros equipamentos: sistema de pontaria de luneta. 

DESENVOLVIMENTO
O Berliet VUDB foi um veículo militar blindado projectado durante o período entre guerras pelo fabricante francês Berliet. Foi usado pelo exército francês em Marrocos, Argélia, Tunísia e África Ocidental Francesa e pelo exército e policia belga.
Em maio de 1929, o exército francês considerou necessária a modernização de suas forças militares participantes na "pacificação" do Marrocos. A Berliet oferece um veículo, derivado do carro de ligação todo-o-terreno Berliet VUR3. Previsto para operações no sul do Marrocos, o veiculo foi destinado ao reconhecimento, ao lado de carros blindados destinados ao combate (modelo Panhard) e infantaria equipada com caminhões.
O condutor sentava-se à direita e o chefe de carro à esquerda. Os restantes lugares eram para os passageiros e para o atirador. Não tinha torre, mas carregava duas metralhadoras que podiam ser disparadas através de múltiplas seteiras no casco do veiculo.

PERCURSO EM PORTUGAL
Prestou serviço na Bateria Mista de Artilharia de Moçambique.
 
MATRICULAS
(em construção).

ENTREGAS
(em construção).

ESQUEMA DE PINTURA
O casco, pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco (?).

MODELISMO
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=Berliet+VUDB
 
FONTES
GONÇALVES, Manuel - "A mecanização dos exércitos no período entre guerras (1919-1939) A evolução dos veiculos blindados com rodas" - Tese da Universidade de Lisboa Faculdade de Letras - 2019.
 

Auto TG 1,25 ton. 3 HMMWV M1025A2 D 4x4 m/2000

Quantidade: 24 (vinte e quatro).
Utilizador: Exército Português.
Comissões: Timor-Leste (2000-2005); Kosovo (2005); Afeganistão (xxxx-xxxx); República Centro Africana (2017-2020).
Entrada ao serviço: 2000.
Data de abate: activo.
 
 
Dados Técnicos
Construtor: AM General/Estados Unidos da América.
Guarnição: 3 + 1 (chefe de carro, condutor e dois elementos).
Propulsão: 1x Dwg nº 124447107 6,5 L V8, a gasóleo/JP8, arrefecido a arou liquido com 160 hp de potência às 3.400 rotações.
Transmissão: automática c/ 4 velocidades para frente e 1 para trás.
Travões: serviço hidraulicos discos às 4 rodas; estacionamento mecânico rodas traseiras.
Direcção: assistida; raio de viragem 7,62 metros.
Suspensão: independente às 4 rodas; molas helicoidais; amortecedores hidraulicos.
Rodado: rodas 4+1; jantes 16,5 x 8,25: Goodyear Wrangler MT Radial 37x 12,5 R 16,5 LT "D".
Sistema electrico: 24 volts; 2x baterias 12 volts; alternador waterproof 24 volts/200 amp. 
Dimensões: comprimento 4,84 metros; largura c/ esp rec 2,18 metros; altura c/ sup míssil 2,02 metros; altua máx s/ equip amovível 1,83 metros; distância entre eixos 3,30 metros; largura entre rodas 1,82 metros; distância ao solo 0,39 metros; altura gancho reboque 0,73 metros.
Blindagem: confidencial.
Peso: vazio 3.078 kg; bruto 4.676 kg; capacidade de carga 1.597 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 113/60/40 km/h; obstáculo vertical 0,60 metros; vau máximo s/kit 0,76 metros c/ kit 1,52 metros; vala máxima x,xx metros; declive máximo 60%; inclinação lateral máxima 40%.
Autonomia: 515 km com capacidade de depósito de 94,5 litros.
Armamento: 1x metralhadora Browning M2HB de 12,7 mm com xxx munições; 1x metralhadora MG3 de 7,62 mm com xxx munições; 1x lançador de granadas Mk.19 de 4 cm com xxx munições; 1x lançador de míssil TOW com xxx munições.
Outros equipamentos: blindagem anti-mina (origem); pré-instalação de rádio e suporte de antena; sistema de luzes "black out"; tomada NATO 12 pólos; filtro rádio frequência c/protecção E.M.I.; EJAB- Electronic Jammer Against Bombs da Elistra; aquecimento na cabina; modulo de blindagem M-PAV 2 da Plasan (Israel).

DESENVOLVIMENTO
O protótipo do High Mobility Multi-Purpose Wheeled Vehicle (HMMWV) ou Hummer, surgiu em Agosto de 1980 e em Março de 1983, a AM General foi contratada para construir 54.973 viaturas, 39.000 das quais para o Exército dos EUA. A viatura tem uma guarnição de quatro elementos que se sentam em cada um dos lados do veio de transmissão o que permite um centro de gravidade baixo. A moldura é suficiente forte para suportar vários kits de equipamento. O Hummer pode ser equipado com uma serie variedade peças, como o sistema anticarro TOW, metralhadoras de 7,62 e de 12,7 mm, lança granadas de 40 mm e até misseis antiaéreos Stinger. A viatura possui uma transmissão sincronizada de 16 velocidades e 8 para marcha atrás.

PERCURSO EM PORTUGAL
Adquiridas pelo Estado Português para a missão do nosso Exército em Timor-Leste, através da empresa Pinhol, SA, foram consideradas inadequadas para o teatro de operações sendo necessário a sua substituição e repatriamento pelas seguintes razões: 
- Reduzida capacidade blindada, 
- Largura excessiva, 
- Capacidade limitada de transporte para CAR, três militares e um apontador, na escotilha (em pé), 
- Inexistência de algum equipamento considerado necessário (kit de ar condicionado, kit de enchimento de pneus e falta de sobressalentes), 
- Estanquidade da viatura deficiente, nomeadamente na escotilha em Timor, alguns danos são visíveis no forro interior das viaturas, devido às chuvas,
- Viaturas adquiridas estão equipadas para o sistema missil TOW o que reduz a capacidade de transporte de pessoal.
No Kosovo estiveram destacadas 20 viaturas, sendo utilizadas pelo contigente português 2BI/RI14/BLI presente de 16 de Fevereiro a 16 de Setembro de 2005 e após utilização neste teatro de operações foram enviadas para Portugal para reforçar a sua blindagem com o fim de serem utilizadas no Afeganistão.
Em 2005, vinte e duas viaturas realizaram uma actualização de blindagem para o modelo APK, pela empresa israelita Plasan Sasa.
No Afeganistão, estiveram 20 viaturas destacadas neste teatro de operações.
Prestam serviço no Regimento de  Comandos, três destas viaturas foram perdidas ou abatidas ao serviço.
 
MATRICULAS
MX-06-77 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-78 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-79 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-80 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-81 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-82 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-90 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-92 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-94 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-06-99 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-07-00 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-07-02 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-07-05 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-07-08 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-07-12 - o/c 2000 - wfu xxxx -
MX-07-13 - o/c 2000 - wfu xxxx -
 
ENTREGAS
2000 - 24 viaturas. 
 
ESQUEMA DE PINTURA
O casco, pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco. Com a matrícula em letras brancas em fundo preto, à frente do lado direito e atrás do lado esquerdo.
Em Timor-Leste, tinham o casco pintado de branco. Com a matrícula em letras brancas em fundo preto, à frente do lado direito e atrás do lado esquerdo. Nos lados da viatura e a meio da capota do motor, escrito a preto as letras "UN".
No Afeganistão, o casco pintado em verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco. A bandeira nacional, nas laterais por baixo da janela traseira. Escudo do "Regimento de Comandos" à frente da porta dianteira. Estas viaturas incluem torre blindada equipada com metralhadora de 12,7 mm ou 7,62 mm, cortador de fios montado na frente da viatura.
 
MODELISMO
https://www.scalemates.com/search-solr.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=HMMWV+-+Hummer+-+Humvee+M1025*
 
FONTE
- Ficha de Material 12120.2320.02 do Exercito Português.
- Requerimento n.º 1878/VIII (1.º)-AC de 24 de Agosto de 2000 apresentado pelo Deputado Henrique de Freitas (PSD) in https://debates.parlamento.pt/catalogo/r3/dar/s2b/08/01/033S1/2000-09-06/126?q=m1025a2.
- Mestrado Integrado em Ciências Militares na Especialidade de Cavalaria - A Cavalaria Portuguesa e as Missões de Paz – Reflexos da Mudança da Arte Militar - Aspirante Aluno de Cavalaria Hugo Emanuel Rodrigues de Oliveira.

M1025A2
M1025A2

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