segunda-feira, 15 de março de 2021

Auto TG 2,5 ton. GMC CCKW 353 6x6 m/1952

Quantidade: +200 (duzentos).
Utilizador: Exercito Português.
Comissões: Angola (1961-1974), Guiné
(xxxx-xxxx) e Moçambique (xxxx-xxxx).
Entrada ao serviço: 1952.
Data de abate: 1982.
 
DADOS TÉCNICOS
Construtor: GMC Corporation/Estados Unidos da América.
Tripulação: 1 + 7 (Condutor + sete elementos).
Motor: 1x GMC 270, a gasolina, com 104 hp de potência às 2.750 rotações.
Dimensões: comprimento 6,51 metros; largura 2,24 metros; altura 2,36 metros; distância ao solo 0,46 metros.
Blindagem: n/a.
Peso: vazio 4.000 kg; bruto 7.400 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 70/60/40 km/h; obstáculo vertical 0,20 metros; vau máximo 0,76 metros; vala máxima 0,00 metros; rampa máxima 60 %; inclinação lateral máxima 40 %.
Autonomia: 480 km com capacidade de depósito de 150 litros.
Armamento: 1x metralhadora Browning M2HB de 12,7 mm com x.xxx munições.
Outros equipamentos: 1x guincho; anel de suporte para metralhadora Browning M2HB de 12,7 mm.

DESENVOLVIMENTO
O GMC CCKW, também conhecido como "Jimmy", foi uma série de grande sucesso de caminhões todo-terreno com 2,5 toneladas de carga, 6x6, construídos em grandes números para um desenho padronizado (de 1941 a 1945) para o Exército dos EUA, que viu serviços pesados, predominantemente como caminhões de carga, tanto na Segunda Guerra Mundial quanto na Guerra da Coréia. 
O CCKW veio em muitas versões, incluindo cabine aberta ou fechada, distância entre eixos longa CCKW-353 e curta CCKW-352, e diversos modelos especializados, mas o volume era padrão. 
Uma minoria foi construída com um guincho frontal, e uma em cada quatro cabines tinha um anel de montagem de metralhadora acima da posição do co-piloto.
Dos quase 2,4 milhões de caminhões que o Exército dos EUA comprou entre 1939 e Dezembro de 1945, em todas as classes de peso de carga útil, cerca de 812.000, ou pouco mais de um terço, eram caminhões de 2,5 toneladas. 
A produção total da GMC do CCKW e suas versões, incluindo o DUKW anfíbio de 2,5 toneladas, 6x6, e o CCW-353 6x4 de 5 toneladas, totalizou cerca de 572.500 unidades, além disso, a GM construiu mais de 150.000 unidades do irmão do CCKW, o 1,5 toneladas, 4x4 Chevrolet G506, na mesma fábrica.
O GMC CCKW começou a ser eliminado, uma vez que os caminhões da série M35 foram implantados pela primeira vez na década de 1950, mas permaneceram em serviço ativo nos EUA até meados da década de 1960. 
Eventualmente, a série M35, originalmente desenvolvida pela REO Motors, sucedeu ao CCKW como o caminhão de carga padrão de 2,5 toneladas e 6x6 do Exército dos EUA.

PERCURSO EM PORTUGAL
Tal como muitos países da NATO, Portugal começou a receber, a partir de 1952, a famosa viatura GMC, a qual já tinha provado as suas qualidades na Segunda Guerra Mundial onde foi empregue em diferentes teatros de operações.
Destas viaturas, foram recebidas mais de duas centenas das quais uma boa parte das mais de duas centenas prestaram serviço nas unidades da Divisão "Nun'Álvares", nomeadamente do Batalhão de Engenharia n.º 3as restantes foram distribuídas pelas diversas unidades do País, nomeadamente ao Centro de Instrução de Artilharia Antiaérea de Cascais (CIAAC).
Com o inicio das hostilidades no Ultramar, estas viaturas foram, na sua grande maioria, para lá enviadas acompanhando os primeiros batalhões, permanecendo cerca de cinco ou seis anos e muitas vezes mais tempo.
Muitas outras, que nunca chegaram a sair de Portugal Continental permaneceram em serviço durante bastante tempo, tendo algumas mantido o serviço até finais dos anos setenta, princípios dos anos oitenta.
De entre estas viaturas, vieram algumas equipadas com Contentores de Transmissões HO-17-A, sendo atribuídas ao Batalhão de Transmissões n.º 3, que foi formado em 1956, por evolução da Companhia de Transmissões Divisionária, mobilizada pelo Regimento de Engenharia n.º 2, do Porto. Estes contentores estavam, normalmente, equipados com postos de rádio SCR-399, SCR-499 e SCR-38, estas viaturas foram utilizadas até aos anos sessenta.

MATRICULAS
MG-20-54 - c/n - prev. s/n - o/c 1952 - wfu 1976 para sucata.
MG-91-95 - c/n - prev. s/n - o/c 1955 - wfu 1976 para sucata (transmissões).
 
o/c - on charge
w/o - write off
wfu - withdrawn from use 

ENTREGAS
(em construção).
 
ESQUEMA DE PINTURA
A maioria das viaturas foram pintadas de verde artilharia ou verde azeitona, fosco, mas existiram algumas excepções sendo algumas pintadas de cinzento claro e até com camuflagem verde com faixas de vermelho cor de tijolo e cinzento. 
As viaturas apresentavam a matricula com letras e números pintados a branco sobre a chapa preta. Nas portas aparecia a inscrição "Exérc. Port.", pintada a branco.
 
VERSÕES

Auto TG 2,5 ton. GMC CCKW 353 D 6x6 m/1952;
Auto TG 2,5 ton. GMC CCKW 353 D 6x6 m/1952 c/contentor transmissões HO-17-A;
Auto TG Basculante 2,5 ton. GMC CCKW 353 D 6x6 m/1952; 
Auto oficina 2,5 ton. GMC CCKW 353 (M7) D 6x6 m/1953 (reparação armas portáteis);
Auto oficina 2,5 ton. GMC CCKW 353 (M9) D 6x6 m/1954 (reparação artilharia);
Auto oficina 2,5 ton. GMC CCKW 353 (M?) D 6x6 m/1952 (reparação instrum. de tiro e apar.);
Auto oficina 2,5 ton. GMC CCKW 353 (M18A2) D 6x6 m/1952 (reparação electrica); 
Auto oficina 2,5 ton. GMC CCKW 353 (M23) D 6x6 m/1954 (reparação instrum. opticos);
Auto oficina 2,5 ton. GMC CCKW 353 (M30) D 6x6 m/1952 (reparação rádio);
Auto transmissões 2,5 ton. GMC CCKW 353 D 6x6 m/1955 Furgão S/G;
Auto oficina 2,5 ton. GMC CCKW 353 D 6x6 m/1955 ST6 S/G;

MODELISMO
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=gmc+cckw+353*
 
FONTES
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Dezembro 1989 e Janeiro/Fevereiro 1990 (VTG).
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Fevereiro/Março/Abril 1998 (Transmissões).
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Outubro 1998 (Oficina).
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Agosto/Setembro/Outubro 2000 (Transmissões).
COSTA, Luís - Jornal do Exército (Secção Modelismo) - Março 2000 (Basculante).
 
GMC CCKW 353 em Beirolas

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Viatura Blindada de Tansporte de Pessoal Pandur 2 8x8 m/2008

Quantidade: 105 (cento e cinco).
Utilizador: Exército Português.
Comissões: Kosovo (2013-2017); Lituânia (2015/2017); Republica Centro-Africana (2017-2021).
Entrada ao serviço: 2009.
Data de abate: activo.
 
 
Dados Técnicos
Construtor: Fabriequipa/Portugal.
Tripulação: 2+8 (chefe de carro, condutor e oito elementos).
Motor: 1x Cummins ISLe HPCR turbo, a gasóleo, com 455 hp de potência às 2.200 rotações.
Dimensões: comprimento 7,62 metros; largura 2,87 metros; altura 2,84 metros; distância ao solo 0,45 metros.
Blindagem: de 7 a 8 mm de aço.
Peso: vazio 18.500 kg; bruto 22.500 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 105/90/70 km/h; obstáculo vertical 0,60 metros; vau máximo 1,50 metros; vala máxima 2,20 metros; rampa máxima 70%; inclinação lateral máxima 40%.
Autonomia: 600 km com capacidade de depósito de 377 litros.
Armamento: 1x metralhadora Browning M2HB de 12,7x99 mm com 1.200 munições ou 1x metralhadora FN MAG 58M de 7,62x51 mm com 2.400 munições ou 1x lançador de granadas Santa Barbara de 40 mm com 140 munições; 2x4 lançadores de granadas de fumo de 76 mm com 24 munições; 10x granadas de mão defensivas.
Outros equipamentos: 1x posto rádio E/R PRC-525; 1x Theon NX-199 (visão nocturna); sistema de gestão automático de tracção (ADM); sistema de gestão da pressão dos pneus (CTIS); sistema de detecção de ameaças (Elbit TDS); protecção nuclear, biológica e química (NBQ); supressão de incêndios automático (3x extintores fixos e 2x portáteis); retardamento da travagem; 1x guincho.
Histórico: Usado por Republica Checa, Indonésia, Portugal.
 
Histórico
PANDUR II 8x8 é uma viatura blindada de rodas com tracção integral às oito rodas, que visa garantir mobilidade táctica terrestre, conferindo flexibilidade às forças médias, facultando-lhes proteção blindada.
As configurações "Infantary Carrier Vehicle" (ICV) e "Remote Weapon Station" (RWS),​ são Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal (VBTP), visam garantir maior capacidade de poder de fogo, mantendo ​todos os princípios e características inerentes às versões base ICV e RWS​.
O contrato assinado pelo MDN - Ministério de Defesa Nacional, a 15 de Fevereiro de 2005, com o grupo austríaco Steyr-Daimler-Puch Spezialfahrzeug GmbH, (que abrange a General Dynamics Land Systems) abrangia a entrega de 240 viaturas em 11 versões (ICV - 105; ICV - RWS - 7; CV - 16; MC - 31; RV - 7; ME - 10; ATGM - 15; RV -4; MGS - 30; ESV - 9; ACV - 6) para o Exército e 20 viaturas em 4 versões para a Marinha, serviços de logística e apoio formativo.
O valor global do contrato ascendia a 344,20 milhões de euros (correspondendo 315,5 M€ às viaturas do Exército e 28,7 M€ às viaturas da Marinha), para além de 20,3 M€ do contrato de sobressalentes. Em paralelo ao referido contrato de fornecimento foi assinado um contrato de contrapartidas directas e indirectas no valor de 516,3 M€ envolvendo 12 projectos e um prazo geral de 9 anos para a sua prestação. Uma cláusula no contrato admite ainda a aquisição de mais 33 Pandur II, equipadas com uma peça de 105 mm, destinadas também ao Exército, no valor de 140 milhões de euros.
O fornecimento de viaturas que devia ter ocorrido entre 2006 e 2009, sofreu atrasos sucessivos. Até 2011, a Steyr entregou apenas 166 VBR terrestres (69%) e nenhuma das 20 VBR anfíbias e não realizou, no prazo estabelecido, correcções a defeitos nas viaturas com aceitação condicionada.
Face ao incumprimento do respectivo contrato e implementação das contrapartidas, na Resolução de Conselho de Ministros nº 40/2012 de 18 de Outubro, que levou o Estado Português a comunicar a resolução do contrato de fornecimento de 128 VBR (85 viaturas novas e 43 que registavam defeitos) e a pedir uma indemnização de 87.773,8 m€ e a devolução do adiantamento de 21.037,4 m€ relativo às viaturas não entregues. Não tendo ocorrido esse pagamento, o Estado requereu a execução das garantias bancárias no valor total de 55.458 m€, recebidos em Dezembro de 2012.
Sendo assim, o Exército recebeu 188 Pandur 2, em 9 diferentes versões, das iniciais 240 previstas, e a Marinha sem qualquer das 20 previstas, caindo assim por terra a reconstrução da capacidade blindada do Corpo de Fuzileiros.

Percurso em Portugal
Presta serviço na Brigada de Intervenção, estando ao serviço no Regimento de Infantaria 13 (Vila Real) (42 viaturas) e RI14 (Viseu) e Regimento de Cavalaria 6 (Braga) - Grupo de Autometralhadoras (GAM) sendo 6 viaturas nesta versão, sendo uma destinada ao Comandante do GAM, uma a cada um dos Comandantes dos três Esquadrões de Autometralhadoras e duas às Secções de Exploração do Pelotão de Exploração do Esquadrão de Apoio ao Combate e de Escola Prática de Cavalaria.
O primeiro emprego, fora de Portugal, foi no Kosovo, onde chegaram em Novembro de 2013, para substituir as V-200 "Chaimite" que a nossa Reserva Táctica do Comandante da KFOR (KTM/KFOR) empregava. Foram cinco viaturas blindadas de transporte de pessoal, todas do Regimento de Infantaria n.º 14, sendo retiradas em Abril de 2017.
Seguiu-se o emprego na Lituânia, no âmbito da participação de Portugal nas Assurances Measures da NATO, o primeiro em Março de 2015, com a Companhia de Reconhecimento aprontada pelo Regimento de Cavalaria n.º 6. 
Foram empregues várias versões desta viatura: 6 IFV; 6 ICV 12,7 mm; 4 RWS; 3 CV; 2 CPV; 1 AMB MEV; e 1 RV. Em Junho de 2017, as Pandur 2 voltaram à Lituânia, agora com uma Companhia de Atiradores Especializada (Rodas) do Regimento de Infantaria n.º 14 (Viseu), que utilizou duas versões: ICV 12,7 mm e IFV.
Em Julho de 2017, as Pandur 2 foram enviadas para a RCA no que é conhecido por "Módulo Pandur" da 4ª Força Nacional Destacada (Conjunta) da MINUSCA, assim composto: 2 ICV do RI14; 2 RWS do RC6; 1 RV do RI14 e 1 AMB MEV do RI13.
Estas viaturas foram modificadas e adaptadas à missão em causa, aplicando reforços de blindagem e pintura na cor definida pela missão - o branco, sendo adaptadas no terreno, as torres de protecção dos artilheiros dos M1025A2 inoperacionais, nas Pandur 2.
 
MATRICULAS
MX-76-02 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-03 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-04 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-05 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-06 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-07 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-08 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-14 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-15 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-16 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-26 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-27 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-28 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-35 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-36 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-37 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-38 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-39 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-40 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-41 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-43 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-44 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-54 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-83 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-84 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-76-91 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
MX-77-00 - c/n - o/c 2008 - w/o xxxx - para RI
 
ENTREGAS
2009 - 32 viaturas.
2010 - 23 viaturas.
 
ESQUEMA DE PINTURA
O casco pintado de verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco, para missões, ao abrigo das Nações Unidas, de branco 
Em conformidade com o STANAG 2129, a viatura está equipada com os seguintes dispositivos de identificação em combate: "V" invertido, CIP (combat identification panel) - painel de identificação de combate; TIB (thermal identification beacon) - dispositivo de identificação térmico localiza-se na parte superior da viatura, do lado direito da escotilha do chefe da viatura.
 
MODELISMO
https://www.scalemates.com/search.php?fkSECTION%5B%5D=All&q=pandur+8x8* 
 
FONTE
Relatório n.º 14/10 - 2ª Série Proc. 33/09 - Audit do Tribunal de Contas.
Relatório Final da Comissão Parlamentar de Inquérito aos programas relativos às aquisições de equipamento militar. 
FERNANDES, Paulo, "Pandur II 8x8 12,7mm", Revista da Cavalaria, Março 2008.
www.exercito.pt (página do Exército Português).


sábado, 24 de outubro de 2020

Auto Blindado P/Met M2HB 12,7 mm TP10 Chaimite D 4x4 m/1967-1987 V-200

Quantidade: 84 (oitenta e quatro)/4 (quatro).
Utilizador: Exercito Português; Marinha Portuguesa.
Comissões: Angola (1971-1975), Guiné (1970-1975), Moçambique (1972-1975), Bósnia (1996-2007), Kosovo (1999-2001/2005-2013), Lituânia (2015).
Entrada ao serviço: 1967.
Data de abate: 2016.
 
 
Dados Técnicos
Construtor: Bravia-VM/Portugal.
Tipo: viatura blindada de transporte de pessoal de quatro rodas motrizes com blocagem automática dos diferenciais e equipadas com pneus de combate de doze lonas, anfíbio com chapa blindada especial à prova de bala de calibre 7,62 mm a 0% de obliquidade e com alça mínima e chapa de fundo não estilhaçavel. 
Guarnição: 1+10 (condutor e dez elementos).
Propulsão: 1x Chrysler V8, a gasolina, com 210 hp de potência às 4.000 rotações (1967); 1x Cummins V6, a gasóleo, com 155 hp de potência às 3.300 rotações (1987).
Transmissão: automática com 4 velocidades p/frente e 1 p/ trás c/ embraiagem hidraulica.
Travões: de serviço hidráulicos c/ servo; estacionamento tambor e sapata.
Suspensão: molas semi-elipticas com amortecedores de acção directa.
Rodado: rodas com pneus tipo 14.00 x20-12T.
Direcção: potência integral c/diâmetro de viragem de 28 metros. 
Sistema eléctrico: 24 volts; 2x baterias M9 de 12 volts. 
Dimensões: comprimento 5,60 metros; largura 2,26 metros; altura 2,39 metros; distância entre eixos 2,60 metros; distância entre rodas 1,87 metros; distância ao solo 0,41 metros.
Blindagem: x a xx mm de aço.
Peso: vazio 6.818 kg; bruto 7.622 kg; carga máxima em estrada 804 kg.
Possibilidades: velocidade (máxima/cruzeiro/TT) 89,6/60/49,6 km/h; obstáculo vertical 0,90 metros; vau máximo 0,90 metros; vala máxima 0,80 metros; rampa máxima 65 %; inclinação lateral máxima 40 %.
Autonomia: 800 km com capacidade de depósito de 300 litros.
Armamento: 2x metralhadoras HK21 de 7,62 mm com 1.000 munições (1967); 1x metralhadora Browning M2HB de 12,7 mm com 9.500 munições (1987); 1x metralhadora FN MAG de 7,62 mm com x.xxx munições; 1x morteiro de 81 mm com 42 munições.
Outros equipamentos: 1x guincho com capacidade de 4.540 kg com 38 metros de cabo; 1x posto de rádio E/R Racal RT422D (UHF); 1x posto de rádio E/R DRC 239 Direct (VHF) (1º Lote); 1x posto de rádio E/R PRC-57 (VHF); 1x posto de rádio E/R Racal RT422D ou TR-15 (UHF) (2º Lote - previsão).
Histórico: entrou ao serviço do Exército Português em 1967. Usado por Filipinas, Perú e Portugal.

Histórico
Em 1967, durava a Guerra Colonial já seis longos anos, chega a Lisboa um navio mercante, proveniente de Espanha, com uma preciosa carga, a bordo: uma viatura blindada de rodas, de transporte de pessoal, fabricada nos Estados Unidos da América, pela firma Cadillac Cage.
Discretamente desembargada perante alguns oficiais do Exército e da firma que a havia encomendado, a Sociedade Luso-Americana de Representações SARL, a viatura é guardada nas instalações das Oficinas Gerais de Material de Engenharia, em Belém, exactamente onde hoje reina a polémica  sobre o novo Museu dos Coches. Nascia o que se haveria de designar o "Pavilhão Chaimite".
Depois de algumas pequenas alterações, um tanto ou quanto artesanais, a viatura designada de "Commando Chaimite", faz uma demonstração das suas capacidades no Campo de Tiro de Alcochete.
Na realidade, em Abril de 1965, tinha-se gorado a compra, por Portugal, de 50 viaturas V-100 "Commando" à Cadillac Cage, por motivos políticos. A administração americana pretendia um compromisso de não utilização das viaturas, em África.
Esta situação abriu a porta à solução que acabou por ser encontrada pelo representante da SLAR e pelo Exército e que veio dar origem à "Chaimite", uma viatura muito semelhante à V-100 "Commando", sendo durante cinquenta anos, um dos principais meios da Cavalaria Portuguesa.
 
Sobretudo conhecida dos militares que lidaram diariamente pela sua versão de transporte de tropas, o certo é que o fabricante português Bravia-VM desenvolveu também uma série de versões especializadas. Destas, uma das mais interessantes é a Chaimite V-200 armada com uma torre equipada com uma peça de 90 mm e concebida para missões de reconhecimento, apoio de fogo e luta anticarro.

Como nas restantes versões, a V-400 tinha, por base, a mesma carroçaria básica, sistema motriz, transmissão e pneus da versão de transporte de tropas. No entanto, nesta versão apresentava diferenças assinaláveis na parte superior do veiculo devido ao anel de suporte para a torre. Pelo menos, três torres diferentes foram testadas: a primeira foi a torre MECAR, idêntica à utilizada na Guiné e testada no campo de tiro de Alcochete. Este protótipo chegou a ser avaliado, em 1973, na Malásia, como atestam documentos no Arquivo de Defesa Nacional. Em 1973, um documento do fabricante dá conta de negociações com o Líbano para a aquisição de 30 blindados Chaimite, 5 dos quais da versão V-400. No final dos anos 70, é testada uma outra torre, uma Cadillac Cage com uma peça de 90 mm. Em Abril de 1980, é testada com uma torre francesa Hispano-Suiza Lynx 90 F1 de 1,8 toneladas com peça DEFA D921 de 90 mm com um alcance na ordem dos 1.000 a 1.200 metros e usando munições de carga oca (HEAT) e alto-explosivo (HE), acoplado com um sensor de tiro SOPELEM, permitindo o combate nocturno e equipada com um telémetro a laser para maior precisão de tiro.
Apesar dos diversos ensaios e demonstrações, esta versão não seria produzida em série. Os documentos e testemunhos convergem num ponto as encomendas nacionais e estrangeiras incluíram apenas a versão base da Chaimite de transporte de tropas. As outras versões ou ficaram esquecidas nos catálogos ou apenas viram a luz, na forma de protótipos.
Em 1995, no seguimento do processo de falência da Bravia-VM, o Exército Português ficou na posse de documentação de carácter militar da empresa e transferiu para as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, em Belém, o material que veio a comprar , incluindo 20 cascos de Chaimite V-200 inacabados, e o protótipo sobrevivente da Chaimite V-400 com a torre MECAR.
 
Operadores Internacionais
Além de Portugal, a Chaimite é, ou foi, utilizado pelo Peru (Fuzileiros Navais), Líbia (Guarda Presidencial), Líbano, Filipinas e, segundo algumas fontes, Palestina. A lista de países que consideraram a compra da Chaimite é longa e inclui, por exemplo, a África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, Chipre, Congo, Equador, Gana, Grécia, Espanha, Irão, Iraque, Myanmar, Nigéria, Paquistão, Tailândia e Venezuela.

Protótipos e versões
V-300 – equipada com diversas torres com canhões de 20 mm, nomeadamente, com a torre de origem francesa S503 com dois canhões Oerlikon de 20 mm. (1 construído). 
V-400 - equipada com diversas torres com canhões de 90 mm, nomeadamente, com a torre de origem francesa S503 com dois canhões Oerlikon de 20 mm. (1 construído)
V-500 – versão de comando e comunicações equipada com diversos sistemas electrónicos. (0 construídos) 
V-600 – Versão porta-morteiro equipada com morteiro de 81 ou 120 mm. (0 construídos) 
V-700 – Versão lança mísseis anticarro. (0 construídos) 
V-800 – Versão ambulância desarmada. (0 construídos) 
V-900 – Versão manutenção e recuperação. (0 construídos) 
V-1000 – Versão antimotim/segurança interna. (0 construídos) 
Chaimite Mk. II – versão com tracção 6x6. (projecto) 
Chaimite Mk. III - versão com tracção 8x8. (projecto)
 

Percurso em Portugal
 
EXÉRCITO PORTUGUÊS
 
O principal utilizador da Chaimite V-200 foi o Exército Português, com a adjudicação de um primeiro lote de vinte e oito viaturas pelo contrato nº 17/67 do M.E. assinado a 31 de Dezembro de 1967, a serem entregues entre Dezembro de 1968 e Setembro de 1969 e um segundo lote de cinquenta e seis viaturas pelo contrato nº 7-Vi COMPAE 68 da C.R.E.E.F.A. assinado a 12 de Setembro de 1968, a serem entregues entre Fevereiro e Setembro de 1969, sendo estes prazos de entrega revistos devido a uma greve no portos orientais dos Estados Unidos da América entre Setembro de 1968 e Fevereiro de 1969, ficando diversos componentes destinados ao fabrico retidos no porto de Detroit e só começaram a ser retirados em Maio de 1969 e pela indefinição da instalação do armamento e equipamentos de transmissões rádio.
Pelo acima exposto, as datas de entrega não foram cumpridas e o Exército Português só em Março de 1970 aceita as primeiras três do primeiro lote, vindo estas sem equipamento rádio e armamento. 
Quando os primeiros blindados são entregues ao Exército, o fabricante português cede, temporariamente, um exemplar com peça de 90 mm para avaliação operacional e que prontamente é enviado com quatro blindados Chaimite, os primeiros empregues em combate, para a Guiné, recepcionadas no Regimento de Cavalaria n.º7 vindos de Beirolas em Dezembro de 1970, foram ensaiadas (provas de fogo e condução) e propostas algumas alterações e modificações, nomeadamente na escolha inapropriada da HK-21 como armamento principal. 
Embarcadas no N/T "Angra do Heroismo", a 18 de Janeiro e desembarcadas no porto de Bissau, a 29 de Janeiro de 1971, fizeram provas de fogo e de condução em estrada e todo o terreno, até 4 de Fevereiro, em estradas asfaldadas e percursos que não ultrupassaram os 60 quilómetros, foram realizadas 3 entradas na àgua, em Bissau e João Landim, durante periodos de 20 minutos, não tendo nada a reportar.
No relatório destes ensaios, foram apontados três grandes pontos fracos: a qualidade dos semi-eixos (4 partidos), o equipamento rádio (HF/AM Rádio Racal 422 B; VHF/FM PRC 25) e o armamento (HK-21 e dispositivo anti-emboscada).
Estes blindados foram destinados ao Esquadrão de Reconhecimento 2640, estacionado em Bafatá - a mais importante unidade de cavalaria, na Guiné.
Empregues sobretudo em escoltas armadas em itnerários, foram alvo de várias emboscadas, das mais assinaláveis, em 1972 a Chaimite do canhão foi atingida por um RPG-7 e retirada para a Metropole, em 1973 onde uma é destruida e em Março de 1974 outra é destruida.
Em finais de 1972, ao porto da Beira (Moçambique) chegaram 7 Chaimites, estariam destinadas a reforçar a capacidade de proteger as chamadas "cargas criticas" para a construção da barragem de Cahora Bassa.
Em Angola, os "Dragões de Angola" operam a partir de Luanda 7 Chaimites, executando algum trabalho operacional, quer nas escoltas aos movimentos logisticos, quer em operaçõea autonomas tendo sido alvo de algumas flagelações, mas sem consequências. Sendo retiradas da Angola no dia 10 de Novembro de 1975.

A viatura ganhou fama, sobretudo pela sua participação nas operações do 25 de Abril de 1974. Na revolução dos Cravos, foi numa viatura Chaimite que o Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, foi evacuado do Quartel do Carmo para o avião que o levaria ao exílio.
Nos anos seguintes, a Chaimite equipou, durante algum tempo, o Regimento de Comandos (50 viaturas) e o Regimento de Artilharia de Lisboa, tornando-se um dos símbolos do Processo Revolucionário Em Curso (PREC).
Durante a década de 90, passou a equipar, apenas as unidades de Cavalaria vocacionadas para o reconhecimento, nomeadamente a Brigada Ligeira de Intervenção e a Brigada Aerotransportada Independente, servindo para equipar as Forças Nacionais Destacadas para a Bósnia (25 viaturas) e 
No Kosovo foram destacadas 11 viaturas de 1999 a 2001 integrando a Brigada Multinacional Oeste e 9 viaturas de 2005 a 2013 integradas na Reserva T´ctica da KFOR.
Em Março de 2015, são destacadas para a Lituânia (Recce Coy/FND/AM2015), três viaturas versão porta-morteiro de 81mm.
Tendo as viaturas Chaimite atingido o fim do seu ciclo de vida, por Despacho de 26 de setembro de 2016, de Sua Exa. o General Chefe do Estado-Maior do Exército, foi autorizada a cedência destas
viaturas, já classificadas como não economicamente reparáveis, a diversas Entidades exteriores ao Exército, tais como municípios e organismos que as viessem a solicitar para exposição ou integração
em monumentos aos antigos combatentes.

O número de viaturas Chaimite preservadas em locais públicos são:  Aljubarrota, Caria, Castelo de Vide, Castro Daire, Chaves, Entroncamento, Figueira de Castelo Rodrigo, Funchal, Grândola, Lamego, Mação, Macedo de Cavaleiros, Moimenta da Beira, Moura, Pinhal Novo, Rio de Moinhos, Póvoa de Varzim, São João da Madeira, São Pedro do Sul, Santarém (monumento a Salgueiro Maia), Soure, Samora Correia, Seixal e na Bataria da Lage (Associação de Comandos). Há também viaturas preservadas em instalações militares: duas no Regimento de Comandos e a famosa Armada 90 na base naval do Alfeite.
Existem, por fim, exemplares, em funcionamento: as três da Associação 25 de Abril, as três do Museu Militar de Elvas (incluindo a famosa "Bula" do 25 de Abril) (MME50049; 50050; 50076) e os últimos exemplares em serviço operacional no Regimento de Cavalaria n. 6 de Braga (7 viaturas) e para o Canal Normal de Reabastecimento (1 viatura).
 
Do primeiro lote, as primeiras onze viaturas recebidas foram distribuídas, da seguinte forma: 
- Escola Practica de Cavalaria (2 viaturas);
- Escola Practica de Serviço de Material (1 viatura);
- Depósito Geral de Material de Guerra (1 viatura - protótipo);
- Para Guiné (7 viaturas - 4 enviadas e 3 por enviar);
Com distribuição prevista das 28 viaturas, deste modo:
- Escola Practica de Cavalaria (2 viaturas);
- Regimento de Cavalaria n.º 7 (4 viaturas);
- Escola Practica de Serviço de Material (1 viatura);
- Para Angola, Guiné e Moçambique (7 viaturas cada).
Do segundo lote de 56 viaturas, a distribuição prevista era a seguinte:
- Metrópole (17 viaturas);
- Para Angola, Guiné e Moçambique (13 viaturas cada).

MARINHA PORTUGUESA
 
Outro utilizador do Chaimite em Portugal, foi o Corpo de Fuzileiros da Marinha Portuguesa. Este corpo utilizou quatro viaturas Chaimite durante a década de 1970 sendo desmobilizada e desmilitarizada em 1995. Os fuzileiros dispunham mesmo de uma versão especial própria, denominada "Armada 90", equipada com quatro lança-granadas-foguetes de 88,9 mm.


Matriculas
ME-87-69 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
ME-94-29 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-03-47 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-11-28 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-12-47 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Mação (exposto).
MG-12-64 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-13-05 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-14-36 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Museu Militar de Elvas (MME01164).
MG-16-82 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-18-00 - o/c 1967 - para Guiné - wfu 2016 - para sucata.
MG-21-62 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Funchal (exposto).
MG-21-68 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-24-28 - o/c 1967 - para Guiné - wfu 2016 - para sucata.
MG-24-81 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-25-98 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-26-85 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Camara Municipal de Chaves (exposto).
MG-30-54 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-35-64 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Castelo de Vide (exposto).
MG-36-65 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Benavente (exposto).
MG-38-29 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-39-29 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-39-35 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-47-76 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-48-04 ("Bula") - o/c 1967 - wfu 2016 - para Museu Militar de Elvas.
MG-49-86 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-50-85 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Figueira de Castelo Rodrigo (exposto).
MG-52-00 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-58-02 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Museu Militar de Elvas.
MG-58-27 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Museu Militar de Elvas.
MG-58-29 ("Bafatá")- o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MG-60-26 - o/c 1967 - para Guiné - wfu 2016 - para sucata.
MG-94-29 - o/c 1967 - para Guiné - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-18 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-19 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-20 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-21 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Museu Militar de Elvas.
MX-57-23 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-25 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-27 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-28 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Póvoa de Varzim (exposto).
MX-57-29 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-30 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-32 - o/c 1967 - wfu 2016 - para S. Pedro do Sul (exposto).
MX-57-33 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-34 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-35 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Camara Municipal de Odivelas (exposto).
MX-57-36 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Museu Militar de Elvas (versão lança-mísseis).
MX-57-37 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Bataria da Lage (Associação de Comandos).
MX-57-38 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-39 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-40 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Regimento de Comandos (exposto).
MX-57-41 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Aljubarrota (exposto).
MX-57-43 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Museu do Combatente (Lisboa).
MX-57-44 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Camara Municipal do Pinhal Novo (exposto).
MX-57-46 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-47 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-49 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-51 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-52 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-53 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Moura (exposto).
MX-57-56 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-57 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Castro D'Aire (exposto).
MX-57-58 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-60 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Grândola (exposto).
MX-57-61 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-64 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-65 o/c 1967 - wfu 2016 - para Bataria da Lage (Associação de Comandos).
MX-57-66 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-67 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Camara Municipal de Sesimbra (exposto).
MX-57-68 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Entrocamento (exposto).
MX-57-69 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-70 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
MX-57-71 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Soure (exposto).
MX-57-72 - o/c 1967 - wfu 2016 - para Caria (exposto).
MX-57-73 - o/c 1967 - wfu 2016 - para sucata.
AP-19-34 - o/c 1975 - wfu 1995 para Base Naval do Alfeite (Almada).
AP-19-35o/c 1975 - wfu 1995 para sucata.
AP-19-36o/c 1975 - wfu 1995 para sucata.
AP-19-37 o/c 1975 - wfu 1995 - para sucata.
 
Esquema de pintura
O esquema de cores mais usual da Chaimite é pintado de verde-azeitona ou verde-artilharia, fosco, mas na Escola Practica de Infantaria (Mafra), utilizavam uma pintura do casco em três cores: o tom base verde-escuro com faixas em vermelho cor de tijolo e em creme e ao serviço da Armada Portuguesa, o esquema de cores, consistia em três cores: o tom base areia com faixas em castanho e em verde-escuro. A matrícula, com letras brancas em fundo preto, na frente, está localizada do lado direito da chapa frontal.

Modelismo
https://www.scalemates.com/kits/modelismonp-chaimite-v200--1195481.
 
Fontes
- Ficha n.º 12210.2320.06 do Exercito Português.
- COSTA, Luis – Jornal do Exercito (Secção Modelismo) – Novembro/Dezembro 1992 e Janeiro/Fevereiro 1993.
- MACHADO, Miguel Silva – Chaimite o primeiro blindado português – Jornal do Exercito - Edição n.º 580 – Janeiro 2009.
- MACHADO, Miguel Silva – Kosovo, a ultima missão da Chaimite – Jornal do Exercito.
- MACHADO, Miguel Silva – Quando a Força Aérea quis comprar…Chaimites – Mais Alto.
- MAIA, Salgueiro - Anotações para a história dos blindados em Portugal - (2) - Jornal do Exército - Maio de 1982.
- MONTEIRO, Pedro – O nascimento de um blindado português – Motor Clássico.
- MONTEIRO, Pedro – Entre a Guerra e a Paz – Motor Clássico.
- MONTEIRO, Pedro – O nascimento de um blindado português – Motor Clássico.
- Revista da Cavalaria, Julho de 2007.
- Revista da Cavalaria, Maio – Agosto de 2012.
- Direção Material de Transportes - Novos desafios na área do manutenção - Revista Militar do Comando da Logistica, 2021, pag 21.
- Arquivo de Defesa Nacional - Diversos relatórios.

 
Chaimite V-200 no Museu do Combatente


Chaimite V-200 no Museu do Combatente

Auto TG 0,5 ton. Portaro D 4x4 260 m/1983 (GVM)

Quantidade:  1 (um). Utilizador:  Exército Português. Comissões: n/a . Ent rada ao serviço:  1983. Data de abate: 1983.   DADOS TÉCNICOS...